Sindicato confirma greve dos motoristas de ônibus de Guaratinguetá nesta terça-feira (03)

Sindicato confirma greve dos motoristas de ônibus de Guaratinguetá nesta terça-feira (03)
Sindicato confirma greve dos motoristas de ônibus de Guaratinguetá nesta terça-feira (03). Foto: Sindicato dos Condutores.

Em entrevista a CBN Vale, o presidente do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, Ronaldo Costa confirmou o início da greve dos motoristas de ônibus de Guaratinguetá. Dentre as reinvindicações, os trabalhadores exigem o pagamento da primeira parcela do 13º salário. Não há prazo para o fim da paralisação. 

“Os trabalhadores da empresa Oceano estão sendo desrespeitados. Até agora, a Prefeitura não cumpriu a determinação judicial que prevê ser responsabilidade do poder público o aporte financeiro quando a empresa apresentar algum desequilíbrio financeiro, como é o caso da Oceano”, destacou Ronaldo Costa. 

A prefeitura de Guaratinguetá por sua vez, destaca que os encargos trabalhistas dos funcionários do transporte público são de responsabilidade exclusiva da empresa de ônibus.

Foto: Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba.

Ainda ontem os trabalhadores já haviam iniciado uma paralisação prévia, pois a prefeitura confirmou presença em uma reunião com o Sindicato e os representantes da empresa, mas segundo Ronaldo a administração municipal não compareceu. “Hoje (03) vamos juntar os trabalhadores aqui na rodoviária e iremos até a porta da Prefeitura, pois o prefeito (Marcus Soliva) se recusa a falar com a classe trabalhadora”, disse o Presidente.

Ao todo, 36 trabalhadores de 18 linhas que atendem a cidade aderiram a paralisação que ainda não tem data para terminar.  

“Greve dos motoristas de ônibus de Guaratinguetá é ilegal”, diz Prefeitura

Em nota, a prefeitura de Guaratinguetá considerou a paralisação arbitrária e ilegal e informou que ao contrário do alegado pelo Sindicato dos Condutores, o município de Guaratinguetá não possui nenhuma pendência de ordem financeira para com a empresa de ônibus Oceano.

E disse ainda que a municipalidade não participará de reunião sobre o tema, que compete exclusivamente à empresa e o sindicato.

“A prefeitura esclarece ainda que a paralisação pelas razões alegadas se mostra abusiva, arbitrária e ilegal. Ressaltamos ainda que a empresa recebe tarifa diretamente do usuário, tendo assim a obrigação de cumprir com suas obrigações patronais”, finaliza a nota.