Assembleia definirá aceitação ou não de proposta feita por investidor da Avibras

Assembleia definirá aceitação ou não de proposta feita por investidor da Avibras

Assembleia definirá aceitação ou não de proposta feita por investidor da Avibras
Assembleia definirá aceitação ou não de proposta feita por investidor da Avibras. Foto: Sindicato dos Metalúrgicos

Depois de quatro reuniões entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e o investidor interessado em comprar a Avibras, foi proposta a quitação de apenas 8% dos valores referentes às multas trabalhistas. De acordo com o sindicato, a proposta será apresentada aos trabalhadores em uma assembleia, que será marcada nos próximos dias.

O valor oferecido foi apresentado ao Sindicato durante reunião com os representantes da empresa ocorrida nesta quinta-feira (28) e equivale à correção dos saldos salariais, 13º salário e férias atrasadas pela variação do CDI + 2% ao ano. O pagamento seria feito em duas parcelas, em fevereiro e março de 2026.

O Sindicato levou para a mesa de negociação a reivindicação dos trabalhadores: pagamento da multa na íntegra, dividida em até 48 meses, mas não houve acordo.

Em relação aos salários atrasados, o investidor propôs o pagamento dividido entre uma e 13 parcelas, a partir de janeiro de 2025. A empresa oferece um abono de R$ 4.000, em substituição ao reajuste de 3,71% reivindicado pelos trabalhadores. O pagamento seria feito em janeiro e fevereiro de 2025. Também está na proposta a estabilidade no emprego até abril de 2025.

Investidor desconhecido

Durante o encontro os representantes do Sindicato solicitaram que o nome do investidor que pretende comprar a Avibras seja revelado, o que não aconteceu. O provável investidor da empresa é um brasileiro, cuja identidade ainda permanece sob sigilo.

“O Sindicato não concorda com a proposta feita pelo representante do investidor. Já são dois anos sem salário, sem garantia de emprego e sem qualquer segurança financeira. Em todas as negociações, o Sindicato se mostrou disposto a chegar a um acordo, mas o comprador se manteve intransigente. A decisão final caberá aos trabalhadores”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.