Justiça condena 11 envolvidos em agiotagem e crimes do PCC; São José foi alvo de operação

Onze pessoas foram condenadas pela Justiça nesta quinta-feira (27), no âmbito da Operação Khalifa, deflagrada em abril de 2024. A ação investigou crimes de agiotagem e envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). As penas aplicadas aos réus, incluindo dois advogados, somam mais de 220 anos de prisão.
Os condenados atuavam em uma rede de agiotagem que operava nas regiões do Alto Tietê, Vale do Paraíba e na capital paulista. Com juros abusivos que chegavam a 300% ao mês, os réus exploravam comerciantes e outros devedores. Quando os pagamentos não eram efetuados, as vítimas enfrentavam ameaças graves, podendo até ser submetidas ao chamado “Tribunal do Crime”.
Além de agiotagem, a investigação revelou que os condenados integravam o PCC, utilizando a estrutura da facção para realizar extorsões qualificadas e usura. Dois advogados ligados ao grupo foram identificados como participantes diretos dos esquemas criminosos.
Ostentação e prisões – agiotagem
A Operação Khalifa, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Militar, cumpriu 17 mandados de busca e apreensão, além de 11 ordens de prisão em São Paulo, Mogi das Cruzes, Arujá, Suzano, Poá, Santa Isabel e São José dos Campos.
O nome da operação faz alusão ao edifício Burj Khalifa, em Dubai, um símbolo do luxo que os investigados exibiam em redes sociais, fruto de suas atividades ilícitas. Viagens internacionais e ostentação eram frequentes entre os membros da organização criminosa.
Os réus foram condenados por crimes de organização criminosa, extorsão qualificada e usura.