
A SAF (Sociedade Anonima do Futebol) do São José EC apresentou na manhã desta quarta-feira (27) os balanços financeiros de 2024.
O evento, que ocorreu no futuro CT ‘Ninho da Águia’, contou com a presença de membros da SAF, do diretor de futebol Sidiclei Menezes, do treinador Moacir Junior e de autoridades políticas de São José dos Campos.
Ao todo, o São José EC obteve neste ano uma receita de R$ 4.446,696,64. Desse total, 46% foi fruto dos patrocínios, 16% das bilheterias, 9% do programa de sócio torcedor, 3% na negociação de jogadores, além de 25% oriundos de receitas da FPF (Federação Paulista de Futebol), como cota e premiação.
Por outro lado, houve uma despesa de R$ 9.294.926,57. Esse valor total corresponde a 60% de pagamentos de salários e prêmios, 11% em alojamento e infraestrutura, 4% no custo para jogos fora de casa, 6% no custo de jogos no Martins Pereira e outros 10% em relação a outros gastos não divulgados.
Além das despesas e receitas, a Gros Participações, empresa que faz a administração da SAF do São José EC, fez um aporte de R$ 4.626.271,23 na Águia do Vale nesta temporada.

O que diz a SAF do São José EC
Para Bruno Cazarine, presidente da Gros Participações, o “futebol é muito caro, demanda muito investimento e trabalho em várias linhas de receita”.
Ele ainda afirmou que o grupo Oscar Calçados precisa fazer aportes regulares para sustentar a rentabilidade do São José EC e apontou a má campanha na Série D do Campeonato Brasileiro como ‘culpada’ da Águia do Vale não ter conquistado receitas maiores no ano.
“A gente sabe que fazer futebol é muito caro, demanda muito investimento e o trabalho em várias linhas de receita. É o que a gente vem fazendo, mas é claro que as despesas sobem em conjunto a isso.
A gente ainda precisa fazer aportes regulares para sustentar a rentabilidade do clube, que por ser de Série A-2, acaba sendo deficitário. O nosso objetivo é tornar o São José sustentável, aumentando as receitas e equalizando essas operações para que o clube possa ir caminhando sem depender de uma ou outra empresa.
Fizemos uma Série D bem abaixo do esperado e isso acabou prejudicando as linhas de receita, como bilheteria, sócio-torcedor, além das cotas e premiações da FPF e da CBF. A linha de receita poderia ter sido maior, mas isso tem muita relação com o que é feito dentro de campo.
Vamos tentar melhorar isso para que a gente tenha mais receitas através de premiações e bilheterias, que são linhas importantes dentro da receita de qualquer clube”
Ninho da Águia
Além de ouvir o balanço da temporada 2024, a equipe CBN Vale Esportes acompanhou de perto as obras do futuro centro de treinamento ‘Ninho da Águia’ que está sendo construído as margens da Via Jaguari, na zona norte de São José dos Campos.
O valor total da obra só será divulgado após a entrega final de todo o complexo, que tem previsão para ser concluido em 2029.
O projeto inicial da SAF é de que o complexo de 200 mil metros quadrados possua um total de oito campos de treinamento, sendo um específico para treinos de goleiros e um ‘Mini Estádio’, com capacidade entre 800 e 1.500 lugares e destinado para amistosos de pré-temporada e jogos das categorias de base do futebol masculino e feminino.

Além dos oito campos de treinamento, o futuro CT do São José EC terá as seguintes estalações:
- Recepção;
- Auditório;
- Estacionamento;
- Sala de recuperação física e fisioterapia (NISP);
- Lago para reaproveitamento de água;
- Refeitório;
- Alojamento para as categorias de base;
- Hotelaria para os atletas profissionais.
Prazos
Segundo Bruno Cazarine, o primeiro passo do futuro ‘Ninho da Águia’ foi a construção de dois campos. Um desses campos já está sendo utilizado para a realização da pré-temporada visando a Série A-2 do Campeonato Paulista de 2025. O outro campo está sendo adequado no momento para também ser utilizado nesse período de preparação.
Bruno Cazarine também afirmou que outros dois campos estarão prontos a partir de abril, e que, talvez no segundo semestre de 2025, tenha início a construção do NISP (Núcleo Integrado de Saúde e performance), que seria o departamento de recuperação física e fisioterapia.
O diretor também planejou a entrega, para daqui três anos, de toda a parte de hotelaria das categorias de base e o alojamento do time profissional.
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