
A terceira reunião entre os representantes do investidor brasileiro que pretende comprar a Avibras e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos terminou sem acordo. Ocorrida na tarde desta sexta-feira (22), os representantes dos trabalhadores seguem relutantes com a proposta da Companhia de não pagar as multas referentes aos atrasos salariais.
De acordo com a própria Avibras, o investidor avaliou as condições financeiras da empresa e considerou critica com necessidade urgente de adoção de medidas rigorosas.
A Avibras vem de recuperação judicial e seus trabalhadores estão em greve desde setembro de 2022 em decorrência de sucessivos atrasos salariais. Ainda de acordo com a empresa, os valores das multas trabalhistas são altos e que precisa de uma proposta para que possam ter retorno em 5 ou 6 anos.
“Em substituição às multas na íntegra, o investidor oferece o valor equivalente a duas vezes a correção dos valores salariais atrasados pelo INPC. O pagamento seria feito em fevereiro de 2026”, informou o Sindicato.
O Sindicato propôs aos investidores o pagamento dos salários atrasados em até sete vezes. A empresa por sua vez fez uma contraproposta de quitar os valores em até 13 parcelas.
A possível venda da Avibras vem sendo aventada desde outubro. O provável investidor é um brasileiro, cuja identidade ainda permanece sob sigilo. A empresa disse que o novo comprador “reconhece a viabilidade de recuperação da companhia, mas considera crítica sua situação financeira, exigindo adoção de medidas rigorosas para viabilizar o seu resgate e a retomada das atividades o mais breve possível”, destacou.
Para o Sindicato, o sigilo com o nome da empresa interessada em comprar a Avibras “dificulta, ainda mais, os avanços nas negociações”, pois os sindicalistas consideram a divulgação do nome como algo “essencial”.