SEM GOTINHA: Vacina contra a poliomielite agora é injetável

Cidades do Vale ampliam vacinação contra gripe para pessoas com mais de 6 meses
(Foto: Reprodução/PMSJC)

A partir desta segunda-feira (04), os pais que levarem seus filhos para serem vacinados contra a poliomielite, nos postos de saúde do Vale do Paraíba irão notar uma diferença. A vacina que antes era na tradicional gotinha, agora passa a ser injetável

De acordo com o Ministério da Saúde a mudança foi baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre a vacina e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. Ainda de acordo com a Pasta, países mais desenvolvidos como os Estados Unidos e parte da união europeia já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a Vacina Inativada Poliomielite (VIP).

Os municípios já passaram por treinamento para a aplicação do novo modelo de vacina contra a pólio. Atualmente, o esquema de vacinação conta com três doses injetáveis ministradas aos 2, 4 e 6 meses da criança. As doses de reforço se repetiam com a tradicional gotinha que a criança tomava com um ano e três meses, repetindo depois aos quatro anos de idade: “Com o novo esquema vacinal as doses ministradas aos 2, 4 e 6 meses continuam normalmente, mas a dose de reforço passa a ser apenas uma aplicada de maneira injetável aos 15 meses”, explicou a Pasta. 

Passo importante para a erradicação da doença

Segundo o Ministério da Saúde, o uso do novo método VIP, é mais um passo na erradicação da doença no Brasil que está há 34 anos sem o registro de casos de paralisia infantil em decorrência da falta de vacina. Ao todo o país utiliza a tradicional gotinha desde 1977 quando foi introduzida de forma oficial no esquema vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2023, a cobertura vacinal contra poliomielite atingiu 86,55%, superando os 77,20% registrados em 2022. Ainda assim, ficou longe da meta – 95% do público-alvo, que abrange cerca de 13 milhões de crianças menores de 5 anos.

Apesar disso, segundo o órgão, o país tem se destacado positivamente no avanço das coberturas vacinais, mesmo após enfrentar declínios desde o ano de 2016. E a vacinação contra a poliomielite no país é uma das causas do resultado positivo. Em 2023, a cobertura vacinal para polio alcançou 86,55%, ante os 77,20% em 2022. Os dados estão contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

A substituição no Brasil foi decidida em Reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI) e contou com a participação dos representantes de sociedades científicas, com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e acompanhamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).