
Diante do grande aumento de internações por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) divulgou uma nota técnica sobre situações de falta de produtos necessários para a intubação (tais como anestésicos injetáveis, relaxantes musculares e sedativos) em hospitais e em estoques do Ministério da Saúde e de secretarias de Saúde.
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A agência diz que tem trabalhado em várias frentes para reduzir o risco de desabastecimento de medicamentos, em especial os necessários para manejo clínico de pacientes com covid-19, no qual se incluem medicamentos necessários para intubação de pacientes com baixa saturação de oxigênio.
Izaias Santana, prefeito de Jacareí e presidente do Codivap, explica que apesar de ser um problema nacional, a cidade possui equipamentos suficientes para os próximos oito dias, além de 35 vagas em UTI para a sub-região de São José, Jacareí e Caçapava. Ele esclarece que apesar de parecer um número baixo de vagas e levantar alerta, a situação ainda está sob controle.(Confira a reportagem no final do texto)
A maior preocupação gira em torno dos leitos de UTI, já que na última semana a cidade de São Paulo registrou a primeira morte por falta de leito. Era um jovem de 22 anos com obesidade e morreu 46 horas depois de ter sido internado.
O caso marcou o colapso do sistema de saúde da cidade que tem a maior infraestrutura hospitalar do país. Mas não é só a cidade de São Paulo que está com a saúde em colapso. Há mais de uma semana, várias cidades da região metropolitana estão com os leitos de UTIs esgotados e já registraram mortes por falta de vagas.
Para evitar situações como essa, para os próximos dias estão previstas em Jacareí mais dez vagas de semi-UTI com respiradores, voltadas ao tratamento de casos de Covid-19.
Plano SP
Como forma de prevenir um colapso na saúde, o governo do Estado adotou medidas mais severas, implantando a fase emergencial. No começo, prefeitos da região foram contra as normas impostas e defendiam o avanço à fase amarela do plano SP. No entanto, o discurso mudou.
As medidas restritivas vão até 30 de março. A nova regra estabeleceu o “toque de recolher” entre 20h e 5h, foram suspensas celebrações religiosas e esportivas coletivas, e o uso de praias e parques.
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