avião sustentável

A Embraer anunciou nesta quinta-feira (10), um investimento de R$ 126,7 milhões em tecnologias para a aviação sustentável. O acordo foi celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Embraer e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) durante a visita da ministra Luciana Santos à sede da Embraer em São José dos Campos, São Paulo. Segundo a companhia, o investimento visa desenvolver inovações que tornarão as aeronaves mais leves e com menores emissões, contribuindo para a sustentabilidade no setor.
Metade do aporte será financiada pela FINEP, por meio de recursos não reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), enquanto a outra parte virá da Embraer. Entre os projetos prioritários estão a criação de asas com alta eficiência aerodinâmica e a implementação de tecnologias autônomas, que buscam aumentar a segurança e reduzir a carga de trabalho dos pilotos.

Parceria em destaque
O projeto faz parte do programa “Mais Inovação Brasil”, o maior esforço do governo federal para impulsionar a inovação no país. “A Embraer é um exemplo do que conseguimos quando unimos conhecimento e investimento público”, declarou a ministra Luciana Santos. Para ela, essa parceria é crucial para transformar inovações em atividades de alto valor agregado.
Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, ressaltou que as inovações geradas pelo projeto colocarão o Brasil em um papel de destaque na indústria aeroespacial global. “Estamos prontos para acelerar o futuro da aviação sustentável”, afirmou. Celso Pansera, presidente da FINEP, lembrou que a Embraer é a empresa mais apoiada pela instituição, com mais de R$ 1 bilhão investidos ao longo de 18 anos em projetos que promovem a sustentabilidade na aviação.
A colaboração entre a Embraer e a FINEP, iniciada em 2006, já rendeu diversos frutos, incluindo o desenvolvimento de um satélite de pequeno porte para observação da Terra. A concessão de subvenção econômica é uma prática comum em países desenvolvidos e busca fortalecer a inovação e a competitividade da economia brasileira.