Corpo de Cid Moreira é sepultado em Taubaté

Taubaté decreta luto de três dias pela morte de Cid Moreira
(Foto: Acervo Rede Globo)

O corpo de Cid Moreira foi sepultado na manhã deste sábado (5), em Taubaté, sua cidade natal. O enterro aconteceu por volta das 9h40 no Cemitério da Venerável Ordem Terceira, onde estão sepultadas a primeira esposa, filha e neto de Cid.

Um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira, o taubateano Cid Moreira faleceu na quinta-feira (3), aos 97 anos, por conta de falência múltipla dos órgãos. Ele estava internado em um hospital em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde tratava de uma pneumonia nas últimas semanas.

O desejo de ser enterrado em Taubaté, ao lado da primeira esposa, filha e neto foi revelado por Fátima Sampaio, sua segunda esposa, no programa “Encontro”, da TV Globo.

O corpo do jornalista foi velado em três locais desde a quinta-feira (3). Primeiro foi feita uma cerimônia no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Petrópolis, cidade onde Cid morava. Na sexta-feira (4), o corpo foi levado para o Palácio Guanabara, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Na tarde desta sexta-feira (3), o corpo do jornalista foi transferido para Taubaté. Ele foi velado durante a noite na capela 6 do Memorial Sagrada Família em uma cerimônia aberta ao público.

Ícone do jornalismo, taubateano Cid Moreira morre aos 97 anos
(Foto: Acervo Rede Globo)

Quem foi Cid Moreira

Nascido em Taubaté, em 1927, Cid Moreira começou sua carreira no rádio em 1944, após ser incentivado por um amigo a realizar um teste de locução na Rádio Difusora de Taubaté.

Nos primeiros anos, ele narrou comerciais e, entre 1944 e 1949, consolidou sua presença em São Paulo, trabalhando na Rádio Bandeirantes e na Propago Publicidade.

Cid Moreira se destacou na Rádio Bandeirantes, onde foi contratado como locutor oficial da campanha de Ademar de Barros nas eleições estaduais de 1947.

Em 1951, transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga, onde se tornou um dos principais narradores, e mais tarde, em 1969, assumiu o comando do Jornal Nacional da Rede Globo, permanecendo à frente do telejornal até 1996. Ele foi responsável por aproximadamente 8 mil edições do programa.

Além do trabalho no telejornalismo, Cid Moreira também teve uma notável carreira no cinema, atuando como narrador de jornais de cinema e gravando a Bíblia cristã em áudio, que vendeu 33 milhões de cópias.

Seu último projeto literário, a biografia “Boa Noite”, lançado aos 87 anos, resgatou sua famosa saudação ao final das edições do Jornal Nacional.

Com uma carreira que se estendeu por mais de sete décadas, Cid Moreira deixou um legado imenso no jornalismo e na comunicação brasileira.

Foto: Divulgação/Globo
(Foto: Divulgação/Globo)