Cid Moreirafaleceu aos 97 anos nesta quinta-feira (3/10), com o desejo de ser enterrado em Taubaté, ao lado da primeira esposa, filha e neto. A revelação foi feita por Fátima Sampaio, sua segunda esposa, no programa “Encontro”, da TV Globo.
“Ele quer ser enterrado em Taubaté, perto da primeira esposa, da filha que foi e do neto que foi”, disse Fátima. “Pensei que ele ama Petrópolis, então faremos uma despedida lá antes, uma despedida no Rio, e depois iremos para a terra natal”, completou.
Jaciara, filha de Cid, faleceu em 2020 devido a um câncer de pulmão, e seu neto, Alexandre, morreu em um acidente de carro em 1996, aos 21 anos.
Nascido em Taubaté em 27 de setembro de 1927, Cid foi o âncora mais longevo do Jornal Nacional, apresentando o programa de 1969 a 1996, com mais de 8 mil participações na atração. Ele estava internado na Clínica Santa Teresa, em Petrópolis, onde faleceu devido à falência múltipla de órgãos.
A prefeitura de Taubaté decretou luto oficial de três dias em sua homenagem, reconhecendo-o como a “voz mais conhecida do país.”
Cid Moreira, renomado jornalista, locutor e apresentador, um dos rostos mais emblemáticos da televisão brasileira, morreu nesta quinta-feira (3), aos 97 anos. Ele estava internado em um hospital em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde tratava de uma pneumonia nas últimas semanas.
Nascido em Taubaté, no Vale do Paraíba, em 1927, Cid Moreira começou sua carreira no rádio em 1944, após ser incentivado por um amigo a realizar um teste de locução na Rádio Difusora de Taubaté. Nos primeiros anos, ele narrou comerciais e, entre 1944 e 1949, consolidou sua presença em São Paulo, trabalhando na Rádio Bandeirantes e na Propago Publicidade.
Cid Moreira se destacou na Rádio Bandeirantes, onde foi contratado como locutor oficial da campanha de Ademar de Barros nas eleições estaduais de 1947. Em 1951, transferiu-se para a Rádio Mayrink Veiga, onde se tornou um dos principais narradores, e mais tarde, em 1969, assumiu o comando do Jornal Nacional da Rede Globo, permanecendo à frente do telejornal até 1996. Ele foi responsável por aproximadamente 8 mil edições do programa.
Além do trabalho no telejornalismo, Cid Moreira também teve uma notável carreira no cinema, atuando como narrador de jornais de cinema e gravando a Bíblia cristã em áudio, que vendeu 33 milhões de cópias. Seu último projeto literário, a biografia “Boa Noite”, lançado aos 87 anos, resgatou sua famosa saudação ao final das edições do Jornal Nacional.
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