Supercomputador do Inpe: Empresa dos EUA é selecionada para fornecer equipamento

Supercomputador do Inpe: conheça a tecnologia que fará previsões mais exatas
Supercomputador do Inpe: conheça a tecnologia que fará previsões mais exatas – Foto: Divulgação/INPE

A HPE-Cray, empresa americana, conquistou a licitação para fornecer o novo supercomputador ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O equipamento será instalado no Ceptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), localizado em Cachoeira Paulista.

O valor da aquisição é de R$ 25 milhões. Contudo, o projeto total do INPE tem a expectativa de alcançar R$ 200 milhões, englobando a aquisição do supercomputador e a construção de uma usina de energia solar. Esta usina visa transformar o equipamento no primeiro supercomputador sustentável do planeta.

Além disso, o investimento incluirá a realização de melhorias contínuas na máquina para otimizar seu desempenho.

O instituto considera essa aquisição essencial para elevar a qualidade dos serviços prestados. Com a nova tecnologia, o INPE será capaz de aprimorar suas capacidades na criação de cenários climáticos, fundamentais para as Comunicações Nacionais do Brasil à Convenção do Clima.

Sobre o supercomputador do Inpe

O supercomputador causa boas expectativas para o Inpe. Segundo o instituto, a aquisição do equipamento é considerada condição fundamental para o aprimoramento dos modelos numéricos, produtos meteorológicos e climáticos atuais.

Com a tecnologia, também será possível o desenvolvimento de novos produtos que permitam simulações mais precisas para as previsões de tempo, clima e ambientais, além do estudo da mudança do clima.

Dentre os setores beneficiados, estão o agronegócio, um dos pilares da economia brasileira.

Outro setor que será beneficiado é a saúde. O supercomputador poderá ser usado, por exemplo, para suportar programas operacionais para planejamento e controle de epidemias.

Além disso, com a tecnologia, será possível o monitoramento de eventos severos, que requer modelos em alta resolução espacial para subsidiar o envio de alertas de curtíssimo prazo.

As enchestes do Rio Grande do Sul, por exemplo, teriam os impactos amenizados caso o supercomputador já estivesse operando.