
Um novo estudo sobre a emissão de gases de efeito estufa no Vale do Paraíba foi iniciado, na última semana, pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté (UNITAU) em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O projeto conta com a colaboração de alunos bolsistas de iniciação científica da UNITAU e da Unesp São José dos Campos.
O objetivo é apoiar a formulação de políticas públicas para um planejamento urbano mais eficiente e para o reflorestamento de áreas degradadas de vegetação nativa.
Pesquisa vai avaliar emissões de gases no Vale
A investigação visa comparar as emissões de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, em diferentes áreas da Mata Atlântica — incluindo o Vale do Paraíba, o Litoral Norte e a Serra da Mantiqueira.
Os pesquisadores também vão analisar como diferentes usos do solo, como plantações, pastagens e vegetação nativa, influenciam essas emissões.
O estudo segue um método já aplicado pela UNITAU e pelo INPE em outras regiões do Brasil. A técnica envolve a instalação de anéis e câmaras de PVC nos locais de pesquisa, onde são coletados gases emitidos pelo solo utilizando seringas e frascos.
As amostras são então analisadas em laboratório por cromatografia gasosa, uma técnica usada para separar e identificar misturas de gases.
Causas
De acordo com os especialistas da área, a emissão de gases de efeito estufa pelo solo é resultado da atividade de micro-organismos que se alimentam e respiram, sendo ativados por umidade, calor e radiação solar.
Essas condições fazem com que a matéria orgânica seja decomposta, liberando gases.
O estudo começou na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e já foi realizado em áreas como o Cerrado e a Caatinga, onde a expansão agropecuária tem levado à substituição das florestas.
