
O início da retirada dos destroços gerados a partir da implosão do prédio em São José dos Campos está prevista para a próxima quarta-feira (29).
A Esdras Construtora, responsável pela implosão, informou à CBN Vale que o início da retirada estava prevista para esta segunda-feira (26), mas foi o adiado.
A destruição gerou cerca de 10 mil toneladas de resíduos, entre concreto, bloco e aço. Deste material, construtora deverá reaproveitar concreto e aço.
A demolição foi realizada na manhã deste domingo (25).

Veja o vídeo da demolição:
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Manezinho da implosão
A operação foi liderada por Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como “Manezinho da Implosão”. Especialista em demolição no método implosivo, Manezinho ficou conhecido nacionalmente por operações que marcaram os últimos anos, entre elas, a demolição do Carandiru, complexo de presídios em São Paulo, que aconteceu em 2002.
Em entrevista à CBN Vale, Manezinho destacou que antes do simbolismo de “apertar um botão”, há todo um planejamento.
“Por trás destes segundos, tem todo um esforço muito grande de pessoas competentes. Engenheiros de minas, cabos de fogo, técnicos de mineração, enfim. Um suporte extraordinário que me dá essa tranquilidade”, disse.
Ele destacou também a série de procedimentos feitos, como protocolos legais, técnicos de segurança, as vistorias cautelares, monitoramento sismográfico e medição das vibrações.
Para o profissional, a demolição do prédio que estava abandonado há 30 anos marca o avanço da construção civil na cidade e o fim de um “cartão postal” negativo.
Sobre a implosão do prédio abandonado
Em entrevista à CBN Vale na última quinta-feira (22), o diretor comercial da Esdras Construtora, Victor Simão, detalhou a operação.
Segundo ele, a implosão é uma situação complexa, mas absolutamente segura.
Apesar desta segurança, o empresário destacou que uma série de medidas haviam sido tomadas para realizar a demolição da forma mais precisa, sem riscos para as edificações vizinhas.
Dentre elas, a instalação de 7 camadas de tela ao redor do prédio, que teve o objetivo de evitar que qualquer detrito fosse lançado para fora da área da implosão.
Também foram instaladas dentro da torre um total 30 piscinas infantis, com capacidade de mil litros cada, para diminuir o efeito da poeira após a demolição.
Embaixo da torre foram colocados dezenas de pneus para diminuir o impacto na queda do prédio.
Por que o prédio foi demolido?
O prédio situado na Avenida Tubarão, no Aquarius, estava abandonado há mais de 30 anos.
O local servia para ponto de usuários de drogas, sofria com a infestação de ratos e ainda abria a possibilidade de criar pontos de proliferação do mosquito Aedes Aegyti, transmissor da dengue.
Futuro
A partir da demolição do prédio abandonado, a Esdras Construtora irá construir no local um novo empreendimento.
Trata-se do “Mansões Aquarius”, que terá 33 pavimentos, com 1 apto de 505 m e na cobertura um apto duplex de 1.010 m.
