
O promotor de Justiça Alexandre Mafetano, atuante na Vara das Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, emitiu nesta terça-feira (13) um parecer contrário à progressão de Cristian Cravinhos para o regime aberto.
Cravinhos, condenado em 2006 a 38 anos de prisão por participação no assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, atualmente cumpre pena em regime semiaberto na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, mais conhecida como P2 de Tremembé, em Tremembé, com término previsto para 2041.
Mafetano destacou que o histórico de Cravinhos inclui “três faltas disciplinares, sendo duas de natureza grave e uma de natureza média”. Essas ocorrências levantam dúvidas sobre sua aptidão para um regime mais brando, assim como sua consciência social e moral. O promotor apontou que Cravinhos ainda precisa amadurecer e compreender a gravidade dos seus atos.
Sugestão de avaliação psicológica – regime aberto
Além disso, o promotor lembrou que Cravinhos foi condenado por crimes graves, como homicídio qualificado e corrupção ativa. Ele ressaltou que o cumprimento da pena não foi “manso e pacífico”, já que há registros de novas infrações cometidas fora da prisão, além das faltas disciplinares mencionadas.
Caso o Juízo decida discordar do parecer, Mafetano sugere que Cristian Cravinhos seja submetido ao teste de Rorschach, um exame psicológico que pode fornecer uma avaliação mais completa de sua capacidade de conviver em liberdade.

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