Integrante do PCC que estava foragida é presa em Queluz

Integrante do PCC que estava foragida é presa em Queluz
Integrante do PCC que estava foragida é presa em Queluz

Aurozita Régia da Silva, de 62 anos, conhecida como no mundo do crime, foi presa pela Polícia Militar nesta quinta-feira (8). Ela estava foragida desde junho do ano passado e foi capturada na Rodovia Presidente Dutra, em Queluz, quando o carro clonado em que viajava foi abordado.

Com uma extensa ficha criminal, a mulher foi beneficiada com uma saída temporária, em junho do ano passado. Ela, porém, não retornou à Penitenciária Feminina de Tremembé, onde cumpria pena no regime semiaberto.

Sobre a apreensão

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), além de Aurozita, outra mulher foi presa em flagrante.

Policiais militares acompanhavam um veículo que apresentava a placa adulterada quando realizaram a abordagem.

A condutora do veículo, de 55 anos, confessou ter trocado o emplacamento para se desvencilhar de multas. Durante a consulta dos documentos, os policiais identificaram que a passageira, Aurozita, tinha cerca de oito mandados de prisão em aberto.

Diante disso, ambas foram encaminhadas à Cadeia Pública de Cruzeiro e permaneceram à disposição da Justiça.

O caso foi registrado como adulteração de sinal identificador de veículo automotor e captura de procurado pela delegacia da cidade.

Sobre Aurozita Régia da Silva, integrante do PCC

Considerada pela polícia como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), Aurozita ganhou notoriedade em 1992 após roubar o humorista Ary Toledo em um flat de luxo. Ela nega qualquer ligação com a principal facção criminosa do país.

De acordo com apuração do portal Metrópoles, Aurozita possui 35 processos em São Paulo desde 1986, envolvendo crimes como furto, roubo, extorsão mediante sequestro e homicídio.

Além disso, ela também enfrentou acusações no Rio de Janeiro. Antes de sua prisão, haviam sete mandados de prisão contra ela expedidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

O roubo que a tornou famosa na década de 1990 foi realizado com a ajuda de dois comparsas. O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) esclareceu o caso do roubo ao humorista Ary Toledo.

Na época, os policiais investigavam ladrões conhecidos como “ratos” que operavam em hotéis e flats nas áreas dos Jardins e Bela Vista, na região central da capital paulista.

Segundo registros policiais, Ary Toledo reconheceu Aurozita por meio de uma foto no álbum do Serviço de Identificação Criminal.

Natural de Recife (PE), Aurozita tinha 29 anos na época e já respondia por dois crimes em São Paulo, pelos quais estava foragida. Ela foi condenada, em maio de 1993, a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado pelo roubo ao humorista.