Nova gestora do HMUT realiza pesquisa de satisfação de pacientes a partir de agosto

Prefeitura de Taubaté prorroga contrato da SPDM como gestora do HMUT
Nova gestora do HMUT realiza pesquisa de satisfação de pacientes a partir de agosto – Foto: Reprodução/PMT

A Santa Casa de Misericórdia de Chavantes iniciará a administração, gerenciamento e operacionalização das atividades do HMUT (Hospital Municipal Universitário de Taubaté) neta quinta-feira (1º).

O contrato com a antiga gestora, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) foi rescindido pela Prefeitura em julho.

O período de transição deve durar cerca de 60 dias.

O novo contrato prevê que a unidade de saúde realize, em média, 10.500 atendimentos mensais. O número corresponde aos atendimentos dos Prontos-Socorros Infantil, de ginecologia e obstetrícia, ambulatórios médicos e internações.

O prazo de vigência do contrato será de 12 meses, podendo ser renovado por igual período, mediante o cumprimento do Plano de Trabalho, não podendo ultrapassar o período de cinco anos.

Avaliação dos serviços

A partir de agosto, os pacientes poderão participar de pesquisas de satisfação e avaliação pós-atendimento, por meio de totens instalados nas imediações do HMUT.

Segundo a nova gestora, colaboradores da unidade vão incentivar a participação dos usuários e auxiliar no manuseio dos equipamentos, quando necessário.

Outra novidade é a busca ativa dos pacientes internados para a realização dessa pesquisa.

O questionário adotado para a pesquisa contemplará a avaliação de mais áreas, como alimentação e higiene do espaço, e contém perguntas com múltiplas opções de respostas.

Novo contrato

A Santa Casa de Misericórdia de Chavantes foi escolhida por meio de um chamamento público. O resultado foi divulgado no fim de junho.

A entidade já administra as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) San Marino e Santa Helena.

Para o HMUT, o valor será de R$ 112,8 milhões, por um período de 12 meses, cerca de 11% abaixo do valor de referência, que era de R$ 126,7 milhões.

Inicialmente, haverá uma fase de transição, que deve durar cerca de 60 dias.

Além disso, de acordo com a atual divisão, o governo federal irá aportar R$ 2,6 milhões por mês, enquanto o governo estadual ir[a repassar R$ 3,5 milhões. Já a Prefeitura de Taubaté irá aportar R$ 3,3 milhões por mês.

Sobre o edital que definiu a nova gestora do HMUT

A análise das propostas financeiras das 4 empresas interessadas em ser a nova gestora do HMUT teve início no dia 6 de maio.

Os envelopes foram abertos no dia 8 de abril. Inicialmente, 7 organizações manifestaram interesse e enviaram proposta. 

As outras 3 organizações que haviam manifestado interesse inicial eram o Instituto de Excelência em Saúde Pública (IESP), a Santa Casa de Misericórdia de Oliveira dos Campinhos, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campos e a Associação Beneficente Amigos do Hospital (ABAH).

No dia 23 de maio, a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes chegou a ter seu nome confirmado como vencedora do certame.

Prorrogação do contrato com a SPDM

No dia 3 de maio, a Prefeitura de Taubaté prorrogou por 12 meses o contrato com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina).

A empresa tinha contrato com a administração municipal até o dia 30 de abril.

Segundo a administração, a prorrogação tinha o objetivo de “garantir a continuidade dos serviços prestados na administração, gerenciamento e operacionalização da unidade enquanto o chamamento público, que está em andamento para a definição de uma nova OS, não for concluído”.

De acordo com a Prefeitura, o documento poderá ser rescindido antes do período indicado, assim que o processo licitatório for finalizado e o período de transição entre as organizações, estimado entre 60 e 90 dias, terminar. O valor do total do novo contrato é de R$ 113,5 milhões.

Crise na saúde em 2023

A definição da nova gestora do HMUT acontece em meio à uma recente crise na saúde do município.

Em agosto 2023, os atendimentos ambulatoriais precisaram ser suspensos devido à falta de pagamento do repasse por parte da prefeitura à SPDM.

As dívidas chegaram a cerca de R$ 30 milhões.

Com a crise financeira, o hospital passou a atender apenas casos de urgência e emergência.

No dia 15 de abril deste ano, os atendimentos foram retomados de forma gradual.

Em meio à crise, a Prefeitura chegou a enviar um ofício aos prefeitos da região pedindo apoio na defesa da estadualização da unidade de saúde.