Consumo de energia aumenta 8% no Vale do Paraíba 

Consumo de energia aumenta 8% no Vale do Paraíba 
Consumo de energia aumenta 8% no Vale do Paraíba

O consumo de energia no Vale do Paraíba entre janeiro e junho foi 8% maior do que o do mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (29) pela EDP, responsável pela distribuição do serviço em 17 cidades da região.

Segundo a concessionária, o aumento regional de consumo no semestre chegou a 289.178 MW/h (Megawatts/hora), energia que daria para abastecer uma cidade do porte de São José dos Campos por quase dois meses.

Em uma análise individual, seis municípios da região tiveram destaque no aumento do consumo, com patamares entre 11% e 18%.

Motivos para o aumento do consumo de energia

Segundo a empresa, o aumento do consumo de energia está diretamente relacionado às mudanças de hábito das famílias em períodos de calor intenso, tais como manter aparelhos de ar-condicionado e ventiladores ligados por mais tempo.

Além disso, as mudanças na temperatura exigem mais dos equipamentos de refrigeração para manter a mesma eficiência.

Comparação à nível nacional

Segundo a EDP, o cenário no Vale do Paraíba está em linha com as projeções do Operador Nacional do Sistema (ONS) e da tendência apresentada pelo mais recente Boletim Trimestral de Consumo de Eletricidade da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No primeiro trimestre de 2024, a região já havia superado o percentual de crescimento nacional.

No relatório de julho, o ONS informou que a tendência é de que “a demanda de carga volte a apresentar um crescimento, assim como verificado nos (meses) anteriores”. Em junho, a sinalização era de encerrar o primeiro semestre do ano com um comportamento de crescimento.

Para a EPE, a análise do comportamento de consumo demonstrou que o desempenho positivo do setor de comércio e serviços e as altas temperaturas no país estimularam um aumento médio de 7,3% no primeiro trimestre de 2024.

De acordo com a pesquisa de abrangência nacional, a classe residencial correspondeu ao maior índice de aumento, de 12,3%. As classes comercial e industrial também tiveram expansão significativa, com 8,4% e 3,8%, respectivamente.