
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou um relatório sobre a situação de seca no país. Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, 2 das 39 cidades estão em condição de seca extrema.
O levantamento do Cemaden classifica as cidades em quatro categorias de seca: extrema, severa, moderada e fraca.
Na região, Lavrinhas e Queluz estão em situação de seca extrema. Em todo o país, são 1.024, o que representa 1/5 dos municípios brasileiros.
O número é quase 23 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Na época, 45 cidades estavam nesses níveis de seca.
Veja a lista de cidades do Vale em situação de seca extrema:
- Aparecida: Seca moderada
- Areias: Seca moderada
- Bananal: Seca fraca
- Caçapava: Seca fraca
- Cachoeira Paulista: Seca moderada
- Campos do Jordão: Seca moderada
- Canas: Seca moderada
- Caraguatatuba: Seca fraca
- Cruzeiro: Seca moderada
- Cunha: Seca moderada
- Guaratinguetá: Seca moderada
- Ilhabela: Seca fraca
- Jacareí: Seca moderada
- Jambeiro: Seca fraca
- Lagoinha: Seca moderada
- Lavrinhas: Seca severa
- Lorena: Seca moderada
- Monteiro Lobato: Seca fraca
- Natividade da Serra: Seca fraca
- Paraibuna: Seca moderada
- Pindamonhangaba: Seca moderada
- Piquete: Seca moderada
- Potim: Seca moderada
- Queluz: Seca severa
- Redenção da Serra: Seca fraca
- Roseira: Seca moderada
- Santa Branca: Seca fraca
- Santo Antônio do Pinhal: Seca moderada
- São Bento do Sapucaí: Seca moderada
- São José do Barreiro: Seca fraca
- São José dos Campos: Seca fraca
- São Luiz do Paraitinga: Seca fraca
- São Sebastião: Seca fraca
- Silveiras: Seca moderada
- Taubaté: Seca fraca
- Tremembé: Seca moderada
- Ubatuba: Seca fraca
Situação no país
Em nível nacional, os estados mais afetados são Amazonas, Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Tocantins.
Nestas localidades, todas as cidades estão sob alguma classificação de seca.
Os especialistas apontam que a estiagem vem afetando diversos setores, como o abastecimento. O fenômeno isola regiões que dependem do transporte por rio, causando prejuízos na agricultura e pecuária pelo país.
Como consequência, o ar se torna difícil de respirar.
De acordo com um monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), 2024 é o ano com o maior número de registros de focos de incêndio nos últimos 10 anos em todo o país.
