Justiça afasta Piriquito da prefeitura de Aparecida novamente

Justiça afasta Piriquito da prefeitura de Aparecida novamente
Justiça afasta Piriquito da prefeitura de Aparecida novamente – Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça voltou atrás e anulou a suspensão da cassação do prefeito de Aparecida, Luiz Carlos de Siqueira (Podemos), mais conhecido como Piriquito. Com isso, ele deve ser novamente afastado do cargo.

A decisão foi emitida na tarde deste domingo (21). O documento é assinado pela juíza Juliana Salzani.

Segundo ela, “houve alteração da verdade dos fatos processuais”, alegando que Piriquito estava ciente do conteúdo da ata da sessão de julgamento desde o dia 18 de julho.

Em nota, a defesa de Luiz Carlos disse que “continuará a trabalhar diligentemente para garantir que todos os fatos sejam devidamente considerados em processos judiciais”.

Entenda o caso

Neste sábado (20), a mesma juíza havia determinado a suspensão da cassação de Piriquito. Ele teve o mandato cassado pelos vereadores na última semana, em uma sessão extraordinária realizada na Câmara.

Ontem, a juíza afirmou que Piriquito não teve acesso à defesa na sessão em que a cassação foi julgada pelos vereadores. Com isso, ela determinou que ele retornasse ao cargo.

Segundo o documento, o advogado do prefeito foi notificado de uma data errada para o julgamento.

Além disso, ele teria conseguido uma decisão judicial que suspendia a sessão de julgamento até que outros embargos fossem analisados. Ou seja, a decisão de suspender a sessão foi reconsiderada às 15h05, mas a sessão que determinou a cassação do prefeito começou às 16h30.

Processo de cassação de Piriquito

O prefeito de Aparecida, Luiz Carlos de Siqueira, teve o mandato cassado pelos vereadores na última semana. A sessão extraordinária foi realizada na tarde da última quarta-feira (17).

Com sete votos favoráveis e um contrário, os vereadores aprovaram o relatório de uma comissão processante que apurou irregularidades no aluguel de um prédio pela prefeitura.

Segundo a investigação, o imóvel foi usado para a instalação do Poupatempo na cidade. de maneira irregular. O prédio pertencia à ex-sogra do prefeito.

A denúncia foi protocolada em março deste ano pelo vereador André Luís Monteiro (Patriota). O documento aponta infrações político-administrativas relacionadas ao aluguel do imóvel.

O advogado do prefeito deve recorrer da decisão.

A defesa do prefeito não retornou às tentativas de contato da reportagem.

Votos dos vereadores:

  • ‘Xande’ – Carlos Alexandre Rangel de Santos (PSD) – favorável à cassação
  • Cláudio Gibelli (Patriota) – favorável à cassação
  • Zé Fábio Borges (PTB) – favorável à cassação
  • ‘Gabi’ – Liliane Gabriele dos Santos (PL) – favorável à cassação
  • ‘Gu Castro’ – Luiz Fernando de Castro Rocha (PSDB) – favorável à cassação
  • ‘Juninho Corpo Seco’ – Luiz Carlos Ferreira Junior (Podemos)- contrário à cassação
  • ‘Simone do Fram’ – Simone Aparecida Ribas da Silva (PSDB)- favorável à cassação
  • ‘Valdemir Budão’ – Valdemir Rodrigues Godoi (PL) – favorável à cassação

Justiça

Corre na Justiça um processo por improbidade administrativa pelo mesmo motivo.

Piriquito chegou a ser afastado do cargo em fevereiro deste ano, mas reassumiu após uma decisão da Justiça, no dia 1º de abril.

Segundo o Ministério Público, o prefeito alugou um imóvel que pertencia à sua ex-sogra para instalar o Poupatempo na cidade.

Em abril deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o recurso apresentado pela defesa de Piriquito e anulou a sentença que determinava o afastamento dele do cargo por 90 dias.

Com isso, o chefe do Executivo teve permissão para retomar o cargo de prefeito.