
Ronnie Lessa foi transferido para a penitenciária de segurança máxima em Tremembé, no interior de São Paulo. O comboio com o detento chegou na unidade prisional às 13h47 desta quinta-feira (20). A informação foi confirmada à CBN pela SAP (Secretaria da Administração Penitenciária).
Desde março de 2019, Ronnie Lessa está preso por participar do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018 no Rio de Janeiro.
Lessa cumprirá pena na Penitenciária “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra”, a P1 de Tremembé, que atualmente está superlotada. Anteriormente, o ex-policial militar estava na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Ele solicitou, em um acordo de delação, para ser levado para a penitenciária de Tremembé. A ordem para transferência é do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Chegada de Ronnie Lessa ao Vale do Paraíba
Ronnie Lessa deixou Campo Grande em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB), às 10h47, horário de Brasília. O avião pousou no aeroporto de São José dos Campos às 12h50. Em seguida, ele foi levado até Tremembé em um carro da SAP com escolta da Polícia Federal.
Na P1 de Tremembé, Lessa será monitorado em áudio e vídeo, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes. O monitoramento será de conversas, tanto verbais como escritas.

Histórico
Ronnie Lessa está preso desde março de 2019 por participar da execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele mesmo confessou ser o assassino em delação premiada.
Na ocasião, Lessa apontou Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e o irmão, o deputado federal Chiquinho Brazão, como mandantes do crime.
Os irmãos Brazão teriam oferecido a Lessa e a um comparsa, um loteamento clandestino na Zona Oeste do Rio se Janeiro, avaliado em milhões de reais. O comparsa foi apontado como Macalé (apelido do ex-PM Edimilson de Oliveira).
Não comporta
No dia 7 de junho, em uma manifestação juntada ao processo, o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Marcello Streifinger, foi categórico ao afirmar que o presídio de Tremembé “Não comporta Ronnie Lessa”.