Deputados do Vale votam a favor das escolas cívico-militares

Deputados do Vale votam a favor das escolas cívico-militares (Letícia Aguiar e Dr. Elton)
(Fotos: Reprodução)

A aprovação do Projeto de Lei que institui o Programa de Escolas Cívico-Militares no Estado de São Paulo, na noite desta terça-feira (21), contou com 54 votos favoráveis e 21 contrários. Os dois deputados estaduais que representam o Vale do Paraíba na Alesp votaram a favor.

A proposta foi enviada para o parlamento paulista no início de março. Aprovado, agora segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também é o autor do projeto.

A medida prevê a adoção de um modelo com gestão compartilhada entre corporações militares e secretarias de educação.

Letícia Aguiar

Deputados do Vale votam a favor das escolas cívico-militares
(Letícia Aguiar, do Progressistas – Foto: Reprodução/Alesp)

A deputada Letícia Aguiar (Progressistas) utilizou as redes sociais para justificar seu voto.

“Votei sim a favor da implantação das Escolas Cívico-Militares porque sempre dei meu apoio a esta importante causa. Parabéns aos colegas deputados e ao governador Tarcísio de Freitas, por sua visão, liderança e comprometimento, fundamentais para o progresso de nossa educação”.

Após a aprovação, Letícia disse que a aprovação é um “sonho sendo realizado”. Em seu discurso, ela também comentou sobre a confusão envolvendo policiais e manifestantes.

“O que aconteceu aqui hoje nesta casa, esse vandalismo, esses estudantes sendo cooptados por uma ideologia marxista, de esquerda, nefasta, baseada no comunismo, é exatamente o reflexo que a gente vê, inclusive, nas universidades federais. Quando você vai nas universidades federais, você vê vandalismo, pichação, utilização de drogas dentro das salas de aulas”, disse.

Dr. Elton

Deputados do Vale votam a favor das escolas cívico-militares
(Dr. Elton, do União Brasil – Foto: Reprodução/Alesp)

O ex-vereador e pré-candidato a Prefeitura de São José dos Campos, Dr. Elton (União Brasil) também votou a favor do Programa de Escolas Cívico-Militares.

Em nota enviada à CBN Vale, ele explicou porque acredita que o modelo será benéfico.

“A proposta não desmerece o papel didático-pedagógico do professor, já que a responsabilidade por isso continua com as secretarias de Educação. […] Entendo que este modal pode ajudar, inclusive, na segurança e respeito aos professores, responsáveis pelo papel pedagógico, além dos alunos e demais funcionários das unidades”.

Sobre a confusão envolvendo policiais e manifestantes, Dr. Elton escreveu na internet: “Protestar, ok. Mas desordem e falta de respeito, jamais”.

Sobre o Programa de Escolas Cívico-Militares

Proposto pelo governador Tarcísio de Freitas, o programa será desenvolvido sob responsabilidade das secretarias estaduais da Educação e da Segurança Pública.

Segundo o projeto, o objetivo é a “melhoria da qualidade do ensino com aferição pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o enfrentamento à violência e a promoção da cultura de paz no ambiente escolar”.

Para ser implantado, precisará passar pelo consentimento das comunidades escolares, que serão consideradas por meio de consultas públicas.

O programa prevê ainda que pais de alunos e professores sejam ouvidos para definir sobre a transformação da instituição em escola cívico-militar. A proposta é que os policiais militares não atuem na parte pedagógica.

Governo quer reduzir gastos com Educação

A aprovação do Projeto ocorre em um momento no qual o governador Tarcísio de Freitas tenta reduzir o investimento mínimo na educação, através de uma Proposta de Emenda à Constituição.

Isso porque a atual regra determina que o Estado destine 30% da receita de impostos para a área de educação. O governo Tarcísio quer diminuir esse percentual para 25%.

A oposição argumenta que é contraditório o governo contratar policiais para a rede educacional, com salários maiores do que o dos professores, ao passo que reduz os investimentos na área.