
O cavalo que ficou ilhado em um telhado na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, está se recuperando após o resgate, feito por equipes do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, com apoio do Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e veterinários.
O resgate foi concluído na manhã desta quinta-feira (9), mas o planejamento começou já na quarta-feira (9). É o que afirmou nas redes sociais o capitão PM Franco, que liderou a equipe de resgate.
Nas imagens é possível observar o cavalo bem, acordado e recebendo uma bolsa de soro. No momento do resgate, ‘Caramelo’ recebeu anestesia geral e foi transportado sedado.
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Sobre o resgate do cavalo ilhado
Um cavalo ilhado por quatro dias em meio às enchentes que atingem o Rio Grande do Sul foi resgatado nesta quinta-feira (9).
Para a operação, o animal foi sedado pelos militares e, em seguida, colocado em um bote.
A situação do cavalo gerou comoção nas redes sociais e foi batizado de Caramelo. Ele permanecia de pé sobre o telhado de uma casa rodeada por água no município de Canoas.
Segundo o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), mais de 2 mil animais foram resgatados desde o início das enchentes registradas no Sul do país, no fim de abril. Além do cavalo, foram resgatados ainda cachorros, gatos, galinhas e porcos.
Em entrevista ao CBN Brasil, Capitão Franco afirmou que as equipes enfrentaram dificuldades para localizar o animal devido à falta de informações precisas sobre sua localização. Após encontrá-lo no telhado, foi realizada uma operação delicada para contê-lo e sedá-lo com segurança.
Como auxiliar o resgate de animais
Além de voluntários para dar continuidade às operações, o GRAD precisa de doações para oferecer melhores condições aos animais já resgatados.
Os itens de maior urgência incluem casinhas e caminhas, em razão do frio, e medicações antipulga. O grupo pede ainda vacinas para cães e leitores de microchip animal.
A chave Pix para ajudar é: 54.465.282/0001-21.
Balanço das chuvas
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta quinta-feira (9), mais duas mortes em consequência das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o último dia 26. Com isso, sobe para 107 o total de óbitos confirmados. Uma morte ainda está em investigação.
Segundo o boletim mais recente do órgão estadual, divulgado às 9h de hoje, pelo menos 136 pessoas estão desaparecidas, no desastre climático já que afetou 1,47 milhão de pessoas, nos 425 municípios atingidos.
Os dados contabilizam ainda 164.583 pessoas desalojadas. Outras 67.542 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, e precisaram se refugiar em abrigos públicos municipais.
No Vale do Paraíba, militares do Cavex de Taubaté participam das operações de busca.