Um helicóptero modelo EC 120 B, fabricado em 2009, com quatro passageiros a bordo, caiu no Lago de Furnas, em Capitólio, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (2). O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e estão no local, juntamente com embarcações de salvamento e equipes policiais.
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As informações iniciais indicam que três das vítimas já foram resgatadas e receberam atendimento médico em solo. O piloto Lucas Chaves Ávila e Julia Mendonça Silva Bernardes, de 22 anos, foram levados para a Santa Casa de Piumhi. Outra vítima foi transportada pela Unidade de Resgate dos bombeiros para o hospital de Passos.
No entanto, até o momento desta publicação não havia informações sobre o estado de saúde das vítimas.
Já o quarto ocupante aeronave ficou desaparecido na água e foi encontrado Mergulhadores do Corpo de Bombeiros, morto horas depois.

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a Ação Inicial da ocorrência envolvendo a aeronave de matrícula PP-MMA.
A Ação Inicial consiste na coleta e confirmação de dados, preservação de indícios, verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias ao processo de investigação. O trabalho é conduzido por pessoal qualificado e credenciado, utilizando técnicas específicas.
Tragédia em Capitólio Helicóptero com 4 pessoas
Em meio à beleza natural do Lago de Furnas, em Capitólio, a região já foi palco de tragédia. Há quase dois anos, um desastre ocorreu quando um paredão rochoso desabou, resultando na morte de 10 pessoas e deixando mais de 20 feridas.
No entanto, em 14 de dezembro de 2023, um novo capítulo se abriu para o Lago de Furnas. Um decreto entrou em vigor em Capitólio, relaxando algumas das medidas de segurança para acesso ao lago.
O prefeito Cristiano Gerardão (PP) justificou as mudanças citando os resultados positivos dos estudos geológicos realizados nos cânions desde março do ano anterior. Esses estudos, segundo ele, indicaram que era seguro flexibilizar as medidas de segurança.