
A LG está em busca de um comprador para suas fábricas de celulares no Brasil e no Vietnã. A informação é do jornal sul-coreano ‘The Korea Times’, que revelou no início desta semana uma negociação da fabricante de eletrônicos com um grupo vietnamita. O desejo de vender as operações globais de smartphones pode afetar diretamente as atividades na unidade de Taubaté.
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Apesar da recente tentativa de vender suas fábricas de celulares para o Vingroup, do Vietña, houve fracasso nas negociações, já que a oferta do havia sido menor do que a desejada pela empresa de tecnologia sul-coreana. Segundo um ‘alto funcionário’ da LG, o negócio não se concretizou devido à diferença de preço.
A reportagem do jornal revelou, ainda, que devido aos déficits crescentes nos últimos anos, a LG colocou seu negócio de telefonia móvel à venda para se concentrar em outras áreas. Com a primeira tentativa frustrada, a empresa segue buscando um novo comprador, já que o ramo de celulares tem gerado prejuízos consecutivos desde 2015, que chegam a casa dos US$ 4,5 bilhões.
Caso a decisão se confirme, as linhas de produção em Taubaté e no Vietnã poderão ser realinhadas, segundo funcionários sul-coreanos, para a fabricação de eletrodomésticos. Há cerca de um mês, o CEO da LG, Kwon Bong-seok, disse que ‘haveria uma mudança significativa nas operações’, sinalizando sua intenção de se retirar do negócio de telefonia móvel.
Impacto
Assim que souberam que existem possibilidades da LG deixar a produção de aparelhos, funcionárias das empresas terceirizadas Sun Tech e Blue Tech, localizadas em São José dos Campos e Caçapava, aprovaram em assembleias o início imediato de uma campanha em defesa dos empregos.
As unidades possuem, juntas, 420 trabalhadoras, e atuam como fornecedoras exclusivas de peças de celulares para a LG, em Taubaté. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as empresas foram notificadas para reuniões visando maiores esclarecimentos. Há a possibilidade, também, de que as fábricas paralisem suas atividades.
O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, por sua vez, informou à CBN Vale que solicitou uma reunião com o presidente da LG para ter informações oficiais sobre o negócio e eventuais reflexos nas operações em Taubaté, mas que até o momento, o pedido não foi atendido. Cerca de mil funcionários trabalham na unidade taubateana.
A CBN Vale também a assessoria de imprensa da LG, que informou estar trabalhando em um posicionamento junto a empresa a respeito do assunto.