Tarcísio dá posse ao 1° coordenador de Políticas para os Povos Indígenas em SP

cacique Cristiano Awa Kiririndju
(Foto: Sergio Barzaghi/GESP)                                    Povos Indígenas

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nomeou neste sábado (11), o cacique Cristiano Awa Kiririndju como coordenador de Políticas para Povos Indígenas do Estado, em cerimônia realizada na aldeia Renascer Ywyty Guaçu, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A pasta tem como objetivo elaborar políticas públicas para as etnias que vivem no território paulista.

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A solenidade também teve a presença do secretário de Justiça e Cidadania, Fábio Prieto e outras autoridades e gestores do Governo de São Paulo, deputados, prefeitos, vereadores e lideranças de cinco etnias indígenas que vivem em 37 territórios no estado. 

A Coordenação de Políticas para os Povos Indígenas atua sob supervisão da Secretaria da Justiça e Cidadania. O órgão foi criado pela atual gestão estadual e atende a uma demanda do Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo para aprofundar as ações do poder público para comunidades originárias e ampliar a participação social das etnias que vivem no estado.

Formado em pedagogia pela Universidade de São Paulo, o cacique Cristiano tem 38 anos e é coordenador pedagógico da Secretaria da Educação. Ele também presidiu o Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo, que há 18 anos é um dos órgãos de representação da sociedade civil no organograma da Secretaria da Justiça e Cidadania.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o cacique Cristiano Awa Kiririndju
(Foto: Sergio Barzaghi/GESP)

“É um momento de muita alegria para a comunidade indígena de São Paulo participar desse momento. A coordenadoria é uma solicitação antiga, e felizmente tivemos a oportunidade de sermos ouvidos nesse momento”, afirmou o coordenador de Políticas para os Povos Indígenas, Cristiano Awa Kiririndju .

“É a voz que precisamos ter em relação à educação, saúde, proteção territorial e a qualidade de vida. A população de São Paulo indígena precisa ter esse acesso governamental”, acrescentou o cacique, que é da etnia tupi-guarani e vem da aldeia Renascer. Encravada no Litoral Norte, dentro do Núcleo Picinguaba – um dos dez mais importantes do Parque Estadual da Serra do Mar – a comunidade tupi-guarani é símbolo da luta dos povos indígenas por direitos e autonomia.

A Renascer é formada por 23 famílias indígenas – 105 adultos e 63 crianças – que vivem da agricultura familiar, do cultivo do palmito pupunha e da pesca em um açude. A aldeia possui uma escola indígena multilíngue, uma casa de reza e várias residências tradicionais para as famílias.

Recentemente, a Fundação Florestal de São Paulo autorizou o credenciamento dos integrantes da aldeia Renascer como “guardiões da Mata Atlântica”, com treinamento e apoio de drones e câmeras. A comunidade também conseguiu recursos públicos para a construção de um centro cultural e de convenções no local.