Funcionários da General Motors (GM) de São José dos Campos decidiram manter a greve de trabalho após assembleia realizada na manhã nesta segunda-feira (6). Uma nova reunião está marcada para hoje às 15h com representantes da montadora e dos trabalhadores na unidade de São Caetano do Sul (SP). Os sindicatos pedem a reintegração de todos os 1.244 demitidos em três fábricas da montadora no Estado de São Paulo para o encerramento da greve.
A GM chegou a anunciar no sábado (4) o cancelamento das demissões, mas segundo os sindicalistas até o momento nenhum trabalhador foi chamado para ser readmitido, e por isso a greve continua.
Desde 23 de outubro metalúrgicos estão em greve após a demissão de 839 funcionários da fábrica de São José dos Campos, 300 em São Caetano e mais 105 trabalhadores na planta Mogi das Cruzes.
Todas as três fábricas seguem com 100% de paralisação segundo os Sindicatos procurados pela reportagem da CBN Vale. A depender o resultado do encontro com a montadora (que terá a participação dos sindicatos de São José, São Caetano e São Paulo e Mogi das Cruzes), uma nova assembleia deverá ser realizada nesta terça (7).
O Sindicato dos Metalúrgicos acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que havia ordenado que a empresa reintegrasse os trabalhadores, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por dia por cada trabalhador não readmitido. A GM recorreu, mas sem sucesso.
A General Motors anunciou neste sábado (04) o cancelamento das 1.245 demissões nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. A decisão veio um dia após o Tribunal Superior do Trabalho rejeitar o pedido de liminar da montadora para manutenção das demissões.
A empresa havia demitido 837 trabalhadores da fábrica de São José dos Campos por meio de um telegrama enviado durante um período de layoff, acordado entre sindicato, trabalhadores e empresa.
Desde o dia 21/10 os trabalhadores estão em greve, e nenhum carro é produzido. O Sindicato dos Metalúrgicos acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que havia ordenado que a empresa realocasse os trabalhadores, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por dia por cada trabalhador não readmitido. A GM recorreu, mas sem sucesso.
Com o insucesso no TRT, a montadora enviou uma liminar ao Tribunal Superior do Trabalho, com a finalidade de manter as demissões, mas em decisão publicada nesta sexta-feira (03), o TST considerou as demissões como ilegais, negando a liminar e obrigando a empresa a readmitir os trabalhadores demitidos.
A empresa afirmou que irá realizar uma reunião com os trabalhadores e sindicalistas para organizar a readmissão dos funcionários, e alegou ainda que está em trâmites internos para o cancelamento das demissões.
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