
A General Motors anunciou neste sábado (04) o cancelamento das 1.245 demissões nas fábricas de São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. A decisão veio um dia após o Tribunal Superior do Trabalho rejeitar o pedido de liminar da montadora para manutenção das demissões.
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A empresa havia demitido 837 trabalhadores da fábrica de São José dos Campos por meio de um telegrama enviado durante um período de layoff, acordado entre sindicato, trabalhadores e empresa.
Desde o dia 21/10 os trabalhadores estão em greve, e nenhum carro é produzido. O Sindicato dos Metalúrgicos acionou o Tribunal Regional do Trabalho, que havia ordenado que a empresa realocasse os trabalhadores, sob pena de multa de R$ 1.000,00 por dia por cada trabalhador não readmitido. A GM recorreu, mas sem sucesso.
Com o insucesso no TRT, a montadora enviou uma liminar ao Tribunal Superior do Trabalho, com a finalidade de manter as demissões, mas em decisão publicada nesta sexta-feira (03), o TST considerou as demissões como ilegais, negando a liminar e obrigando a empresa a readmitir os trabalhadores demitidos.
A empresa afirmou que irá realizar uma reunião com os trabalhadores e sindicalistas para organizar a readmissão dos funcionários, e alegou ainda que está em trâmites internos para o cancelamento das demissões.
Retomada dos trabalhos General Motors
A notícia foi recebida com muita festa pelos trabalhadores e sindicalistas. Em greve há 15 dias, todos os funcionários da GM de São José dos Campos retomarão a seus postos de trabalho assim que a situação for normalizada.
A General Motors não produz nenhum veículo nas fábricas em greve desde o anúncio das demissões. A reunião marcada tratará também sobre a necessidade e manutenção do layoff acordado no início do ano.