
A audiência de conciliação entre a General Motors (GM) e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, realizada nesta sexta-feira (27), no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, terminou sem acordo.
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A audiência foi determinada pela Justiça do Trabalho com o intuito de resolver a crise na montadora, que anunciou a demissão de cerca de 1,2 mil trabalhadores em três fábricas no Brasil: São José dos Campos, São Caetano do Sul e Mogi das Cruzes. Esta foi a primeira reunião entre Sindicato e GM desde o início da greve, no dia 23.
De acordo com o sindicato, o desembargador João Alberto Alves Machado, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), chegou a propor a suspensão de 800 demissões durante a audiência. No entanto, a montadora não aceitou.
A GM, por outro lado, afirmou que “as demissões foram necessárias em razão da queda nas vendas dos produtos fabricados na unidade de São José dos Campos, o que implica em queda de produção”.
A montadora ressaltou também que está se esforçando para obter a solução do caso e que ofereceu um acordo para Plano de Demissão Voluntária negociado a uma diminuição de volume de produção para participação nos lucros e resultados.
Na reunião, o desembargador solicitou que a GM apresente em 24 horas o acordo de layoff celebrado com o sindicato, no qual, segundo a instituição, havia a garantia de estabilidade no emprego para todos os funcionários da fábrica.
Sem acordo, o sindicato informou que a greve dos trabalhadores continuará a ser realizada até o dia 8 de novembro, quando data no qual está marcada uma nova audiência de conciliação entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho.