
Os tutores do Spitz Alemão Fox já contabilizam quase R$ 30 mil reais (em apenas 15 dias) com gastos hospitalares para salvar a vida do cãozinho que teve o focinho arrancado após a mordida de outro cão, um Bull Terrier de um vizinho.
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Em entrevista ao Jornal CBN Vale 1ª Edição nesta terça-feira (24), Sofia Albuquerque, uma das tutoras de Fox, disse que seu cão já passou por três cirurgias e ainda precisa passar por outras, além do processo de reconstrução do focinho dilacerado.
Devido à gravidade do ataque, Fox não consegue beber água e se alimentar sozinho, e por conta disso está se alimentando através de uma sonda. O quadro respiratório também é considerado grave, isso porque Fox acabou expirando sangue no momento do ataque, o que o levou à contrair uma pneumonia.
A situação do cãozinho é delicada e requer cuidados intensivos. Segundo Sofia, o momento atual do Fox é de luta pela vida e espera-se que ele possa se recuperar o suficiente para receber outras intervenções médicas que possam melhorar sua qualidade de vida, como a possível colocação de uma prótese no local dos ferimentos.
Custo do tratamento
Sofia agradeceu aos amigos que colaboram com o custeio dos gastos médicos, bem como os novos amigos, seguidores dos canais criados para seguirem as notícias de Fox no Instagram e Tik Tok, além da Vaquinha criada para arrecadar doações via Pix ([email protected]).
Até essa segunda-feira (23), a planilha atualizada com os gastos médicos aponta um total de R$ 27 mil, sem contar gastos diversos como hospedagem e transporte de seus tutores, que acabam se deslocando até a cidade de São Paulo onde o cãozinho está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital veterinário.
O ataque
Sofia comentou sobre o momento em que percebeu que algo de estranho estava ocorrendo no fatídico dia 9 de outubro. Enquanto ela e sua família estavam dentro de casa, Fox e outro cão da família, um Golden Retriever, estavam na garagem no momento em que um vinho passou com seu cão, um Bull Terrier.
Foi nesse momento, no final da tarde, que o vizinho levou seu animal para atacar Fox entre o vão do portão da garagem, segundo a tutora. Em um primeiro momento, por conta do barulho, a família achou que algum animal tivesse sido atropelado. No entanto, ao irem até a garagem, a cena de horror tomou conta dos tutores ao verem seu cão ensanguentado pela brutalidade da mordida sofrida.
Apuração dos fatos
“Trabalho árduo”, é assim que define todo o processo de apuração do que poderia ter ocorrido com Fox, disse Sofia. Na primeira semana, a própria família tratou de levantar todas as provas sobre quem teria participado do ataque contra Fox. Mesmo tendo registrado um Boletim de Ocorrência (B.O.), a tutora afirma que não teria ainda recebido toda a atenção necessária, até o fato repercutir nas redes sociais, além da própria morosidade da justiça brasileira, ainda mais quando o assunto é a causa animal.
Todas as possíveis provas, o que inclui a obtenção de imagens de câmeras de segurança com a ajuda da polícia, foram obtidas até que o caso começou a tomar proporções nas redes sociais, explicou a enfermeira que está afastada do trabalho para cuidar dos assuntos referentes à saúde de Fox.
A Polícia Civil conseguiu, através de imagens de câmeras, identificar duas pessoas que estavam no momento do ataque, entre eles, o dono do Bull Terrier.
Lei Fox – luta para viver
Diante do violento ataque proporcionado por um cão, que pela lei, deveria estar utilizando focinheira, a advogada Raquel Marcondes, que atende os tutores de Fox, junto com a advodaga Estefani Azevedo, idealizou uma sugestão de lei que tem como objetivo punir os tutores de animais potencialmente perigosos como armas, com pena de prisão em regime fechado além de multas. A medida visa endurecer as punições contra maus-tratos a animais.
Abaixo-assinado
Para que a Lei Fox se torne realidade, foi criado um abaixo-assinado que está na bio do Instagram (@fox.guerreiro), e que também pode ser acessado clicando aqui.
“Este projeto de lei visa a atender a preocupação pública crescente com a segurança pessoal e a intensidade com que algumas pessoas utilizam seus animais de estimação, em especial cães, como instrumentos de ameaça e intimidação contra outros”.
Doações – luta para viver
Quem quiser colaborar com doações para ajudar no tratamento de Fox, pode enviar um Pix à chave oficial criada pelos tutores do cãozinho: [email protected], em nome de Sofia Albuquerque Moura Gomes.
#JustiçaPeloFox