
A Controladoria Geral da União (CGU) instaurou uma sindicância para apurar o extravio de informações sigilosas do Caso Varginha, requeridas por Fernando Aragão Ramalho, ufólogo, conferencista e autor de artigos sobre ufologia com expertise no contexto militar, disse Marco Petit, em entrevista à Rádio CBN Vale, na última quinta-feira (17), ao lado de outros dois renomados pesquisadores sobre vida extraterrestre, Vitório Pacaccini e Mauro Baère.
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Conhecido também como Incidente em Varginha, o caso remete ao ano de 1996, quando diversos relatos sobre o avistamento de um Ovni (Objeto Voador Não Identificado), e a presença de estranhas criaturas na região metropolitana da cidade, causaram repercussão nacional por conta da intensa movimentação de militares do exército na cidade mineira de Varginha, em 20 de janeiro, justamente após os primeiros testemunhos.

No documento citado pelo ufólogo Marco Petit, a CGU reconhece o mérito da solicitação de Ramalho, com base na Lei 12.527/201, conhecida como Lei de Acesso à Informação (LAI), principalmente pelo fato de o tempo de sigilo da requerida informação ter expirado, o que leva em conta a origem e a classificação do documento, podendo ser determinado 5, 15 ou 25 anos de sigilo respectivamente, a depender do teor do fato.
A decisão da AGU é assinada pela Secretária Nacional de Acesso à Informação, Ana Túlia de Macedo, e institui que o Comando do Exército – CEX, deverá disponibilizar as informações no prazo de 15 dias, a contar da publicação da decisão.
Oficial da força aérea dos EUA confirma relatos de Ovnis
No mês passado, três oficiais das forças armadas dos Estados Unidos prestaram depoimento no Congresso sobre casos envolvendo tecnologia fora dos padrões conhecidos pela ciência, ou seja, destroços de naves extraterrestes. Parlamentares convocaram os oficiais com objetivo de forçar o governo a ser mais transparente em relação aos registros de eventos que envolvam o assunto Ovni.
No dia 26 de julho, David Grusch, ex-oficial da Força Aérea norte-americana, afirmou em depoimento aos congressistas, que o governo possui objetos voadores não identificados (Ovnis), além de restos mortais que foram classificados como não-humanos, conforme relatos que ele teria ouvido de outros oficiais.
O ex-piloto da Marinha dos EUA, Ryan Graves, também convocado a depor, justificou a iniciativa de seu trabalho à frente do Americans for Safe Aerospace, grupo fundado por ele para incentivar os pilotos a relatar incidentes inexplicáveis, como avistamento de OVNIs.
“Se os OVNIs são drones estrangeiros, é um problema de segurança nacional urgente. Se for outra coisa, é uma questão para a ciência. Em ambos os casos, objetos não identificados são uma preocupação para a segurança de voo”, afirmou Ryan Graves.
Já o comandante aposentado da Marinha, David Fravor, questionado sobre um fenômeno que ele teria testemunhado em 2004, disse:
“A tecnologia com a qual nos deparamos era muito superior a qualquer coisa que nós tínhamos”.
Campanha de desacobertamento de arquivos secretos
Marco Petit e Vitório Pacaccini, que estiveram diretamente ligados às investigações sobre o Caso Varginha, e Mauro Baère, que apurou dezenas de casos sobre avistamentos de vida alienígena na região do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, são unânimes em afirmar que as recentes intervenções de congressistas americanos cobrando a abertura de dados sigilosos sobre Ovnis, bem como o avanço dos pedidos de quebra de dados secretos junto ao exército brasileiro, dão esperança à comunidade ufológica de que, muito em breve, o desacobertamento de documentos que comprovariam a existência de vida extraterrestre, se torne realidade.
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