
Os trabalhadores da fábrica Tenaris Confab, em Pindamonhangaba, realizaram uma paralisação de cerca de uma hora, na manhã desta terça-feira (15), cobrando a negociação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
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Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetp), desde janeiro a fábrica deveria estar realizando as reuniões mensais com a Comissão de PLR, com apresentação dos números de produção mês a mês, algo que não teria ocorrido até o momento e que já resultou em um protesto ocorrido em abril.
De acordo com o presidente André Oliveira, a fábrica tem um histórico ruim de negociação da PLR.
“É sempre de última hora, a toque de caixa. O prazo limite de pagamento é outubro. O período fiscal do primeiro semestre já acabou e não teve nem uma reunião ainda. Pelo contrário, a empresa tem feito cafezinhos, com grupos pequenos de operadores, para convencer de que a empresa está ruim, está no prejuízo, sendo que já tem um ano que a produção está alta”, disse.

O Sindicato aponta outros problemas na fábrica, como os casos de erros de salários em função da nova estrutura de cargos e salários que foi implantada e a falta de pagamento de horas extras no setor de Conectores.
Outra questão é uma inspeção técnica feita pela empresa no dia 1º de agosto para medir ruído no principal setor, que é a Fábrica 4. Segundo o sindicato, essa inspeção foi feita com os maquinários desligados, o que compromete a saúde e os pagamentos de adicional de insalubridade.
O ato de hoje (15) contou com a participação integral dos trabalhadores da fábrica em Pinda, segundo o sindicato, e que também integra as mobilizações pela Campanha Salarial. Caso a empresa não realize as negociações cobradas pelos sindicalistas, a categoria promete novas paralisações.
A Tenaris Confab tem hoje 1.400 trabalhadores e atua na fabricação de tubos para o setor do petróleo.
Nota oficial da Tenaris
A CBN Vale entrou em contato com a Tenaris Confab em relação à paralisação dos trabalhadores da fábrica:
“A empresa informa que acompanha as negociações da database (01/09), que ocorrem em São Paulo, e são tratadas em conformidade com os patronais das empresas, representadas pela Abimaq, e com o Sindicato dos Metalúrgicos, representado pela FEM-CUT”.