
De janeiro a maio o desmatamento na Mata Atlântica teve queda de 42%. A diminuição é em relação aos cinco primeiros meses de 2022. É que aponta um relatório do Sistema de Alertas de Desmatamento Mata Atlântica.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
O sistema é resultado de uma parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com o MapBiomas e um empresa de geotecnologia. No período de janeiro a maio, na região, 7088 hectares do bioma desapareceram.
No ano passado foram perdidos 12.166. O desmatamento chegou a 45 hectares por dia este ano. O diretor-executivo do SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto, classifica o resultado como muito positivo, mas recomenda cautela. Isso porque não foi levado em conta algumas áreas desmatadas no cerrado e na caatinga.
Guedes Pinto diz que o relatório leva em consideração 85% da mata atlântica.
Saiba mais
Brasil tem queda na produção científica entre 2022 e 2021
A produção brasileira de artigos científicos apresentou decréscimo de 7,4% em 2022, na comparação com ano anterior. Essa é a primeira queda na produção brasileira desde 1996, quando os dados começaram a ser tabulados. Dentre os países analisados, Brasil e Ucrânia foram os países que mais perderam produção científica na comparação 2022-2021.
As informações são do relatório da Elsevier-Bori 2022: um ano de queda na produção científica para 23 países, inclusive o Brasil, divulgado esta semana pela Agência Bori.
A pesquisa analisou dados de 51 países que publicaram mais de 10 mil artigos científicos em 2021, e mostrou as variações acorridas em relação ao ano seguinte. Nessa comparação, 23 países experimentaram decréscimo no número de artigos publicados.
O resultado mostrou que 2022 se tornou o ano com a maior quantidade de países que perderam produção científica desde 1997. O recorde anterior ocorreu em 2002, quando 20 países observaram queda no número de artigos científicos publicados em relação ao ano anterior (2001).
Maiores quedas
Em 2022, as maiores quedas, de 7,4%, ocorreram no Brasil e na Ucrânia, país em guerra. Polônia e República Tcheca sofreram reduções acima de 5% no mesmo período.
*Rádio 2