Satélite fabricado em São José dos Campos completa 30 anos e se torna o mais antigo do mundo em operação

Satélite fabricado em São José dos Campos
(Foto: Divulgação/Inpe)

O primeiro satélite fabricado e operado por cientistas brasileiros, o SCD-1 completou 30 anos no espaço e bateu um recorde mundial. O Satélite de Coleta de Dados foi desenvolvido no Inpe, em São José dos Campos, e lançado ao espaço em 9 de fevereiro de 1993.

• Leia mais notícias da região clicando aqui

O satélite está em órbita a 750 km de altitude, em uma velocidade de 28 mil km/h. Leva uma hora e 40 minutos para dar uma volta completa na Terra – e já foram 160 mil. Era para funcionar apenas por um ano, mas já se passaram 30 anos e 5 meses e ele continua em serviço.

Essa longevidade fez o SCD-1 superar outros satélites, inclusive da Nasa, e bater um recorde mundial: é o equipamento para observação da Terra que está há mais tempo em operação. Mas esse “veículo seminovo” está perdendo potência e precisa, muitas vezes, de um ‘empurrãozinho’ para pegar no tranco.

“Uma bateria de um carro funciona em média 4 ou 5 anos. A do satélite foi projetada para um ano e, hoje, ela funciona só quando tem incidência do sol. Mas, mesmo assim, o satélite funciona. Tendo incidência do sol, o satélite carrega seus painéis solares e funciona normalmente coletando os dados das plataformas, os dados meteorológicos”, explica Maurício Ferreira, coordenador do centro de controle de satélites do Inpe.

Informações como umidade do ar, vento, pressão atmosférica, que são usados para a previsão do tempo e monitoramento ambiental. No centro de controle de satélites, no Inpe, um computador recebe os dados da saúde do SCD-1, uma espécie de prontuário médico desse “vovô dos satélites”.

Satélite fabricado em São José dos Campos
(Foto: Divulgação/Inpe)

A missão do SCD-1

O início da operação em órbita do SCD-1 marcou, também, o início de operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, que consiste de uma rede de satélites em órbita baixa que retransmitem a um centro de missão os dados ambientais recebidos de um grande número de plataformas de coleta de dados espalhadas pelo território nacional. O centro de missão, por sua vez, distribui estes dados a diversas instituições no Brasil e no exterior.

As plataformas de coleta de dados são equipamentos automáticos, dispondo de sensores eletrônicos para a medição de parâmetros ambientais tais como o nível de água em rios e represas, a qualidade da água, a precipitação pluviométrica, a pressão atmosférica, a intensidade da radiação solar, a temperatura do ar, entre outros.

*Com informações g1