Anna Jatobá é solta após Justiça conceder progressão para o regime aberto

Anna Jatobá é solta após Justiça conceder progressão para o regime aberto
(Foto: Divulgação) Anna Jatobá solta Anna Jatobá solta

Anna Carolina Jatobá, madrasta condenada pela morte de sua enteada, Isabella Nardoni, deixou a penitenciária feminina de Tremembé, na noite desta terça-feira (20), após receber progressão de pena para o regime aberto. Jatobá cumpriu 15 anos em regime fechado de uma sentença de 26 anos e oito meses.

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Agora, em regime aberto, ela tem permissão para trabalhar durante o dia, porém deve retornar a uma residência coletiva no período noturno. Jatobá já estava em regime semiaberto desde 2017 e se beneficiava das chamadas “saidinhas temporárias”.

Entenda a progressão do regime

No fim de maio deste ano, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, por unanimidade, que o juízo da execução em São Paulo aceite o pedido de progressão ao regime aberto apresentado pela defesa de Anna Carolina JatobáSegundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), O processo de execução da pena da Anna Carolina tramita em segredo de justiça. 

Anna Carolina e Alexandre Nardoni, foram condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni, de apenas cinco anos, em março de 2009. A madrasta e o pai jogaram a menina pela janela de seu apartamento em São Paulo.

De acordo com a Quinta Turma, o juízo da execução penal havia exigido a submissão da recorrente a um teste psicológico (Teste de Rorschach) como condição para análise da progressão de regime sem, entretanto, apresentar fundamentação adequada para a medida.

A defesa de Anna Carolina decidiu apelar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) depois que o juiz responsável pela Vara de Execuções Penais solicitou a realização do teste Rorschach, a fim de analisar o pedido de progressão para o regime aberto. Essa não é a primeira vez que o juiz exige testes desse tipo, pois há cinco meses ele já havia pedido um teste criminológico.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) concordou em dispensar o teste de Rorschach. O subprocurador-geral da República, Luciano Marins Maia, explicou que esse tipo de análise já foi considerado ultrapassado pela comunidade científica.

“Houve exame criminológico, houve a análise de psicólogo, de psiquiatra, de assistente social, do controle sobre condição de segurança pública do presídio e todos apontaram na linha da possibilidade de progressão e depois sobreveio solicitação, sem devida fundamentação, de submeter a esse exame teste quando a própria comunidade cientifica considera inadequado, superado por outros exames”.

O ministro Messod Azulay Neto, que é o relator do caso, afirmou que o pedido de mais um exame não foi devidamente justificado e pode ter sido solicitado apenas por se tratar de um caso de grande repercussão.

Anna Carolina foi condenada a mais de 26 anos de prisão e cumpre pena na Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, a P1 feminina de Tremembé (SP).

Anna Jatobá solta