
O CT do São José EC, ‘O Ninho da Águia’, deve iniciar a sua construção em um prazo de um a dois meses. Essa informação foi dita por Bruno Casarini, diretor-executivo da SAF do São José, em entrevista ao programa CBN Vale Esportes desta quinta-feira (4).
Sem revelar o local, o gestor afirmou que no momento está sendo finalizado o contrato de aquisição da área do futuro CT, que pode abrigar muitos campos de futebol, visando atender as equipes profissionais do futebol masculino, feminino e das categorias de base do time da região.
“A gente não constrói um centro de treinamento do dia para noite, porque existe um longo prazo para isso. Já visitamos alguns CTs (Centros de Treinamento) e estamos estudando como será o nosso projeto. Pretendemos começar a construção desse espaço, talvez, em um a dois meses”
Vale ressaltar, que o futuro ‘Ninho da Águia’ seria propriedade do Grupo Oscar Calçados, que é a empresa que comanda a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e não do São José Esporte Clube.
Concessão do Martins Pereira
Outro assunto que ronda os bastidores é sobre a concessão do Martins Pereira, já que o Grupo Oscar Calçados tem interesse de assumir a gestão do estádio joseense.
Ao CBN Vale Esportes desta quinta-feira (4), Bruno Casarini reafirmou o interesse, mas deixou claro que o grupo de investimentos precisa ‘entender melhor e conversar’ sobre esse assunto.
Ele ainda revelou que ultimamente esse assunto da concessão ‘foi deixado de lado’ para ajudar o clube dentro de campo na reta final da Série A-3.
“Ficou um pouco complicado para fazer isso agora. Porque o nosso foco, os esforços e o tempo foram colocados para ajudar na técnica para busca o acesso na Série A-3, e por conta disso, a gente acabou não discutindo mais sobre esse assunto, mas é algo que realmente temos interesse. Talvez a nossa entrada vai ficar para o próximo edital”.
Todas as licitações do Martins Pereira abertas pela Urbam (Urbanizadora Municipal) não tiveram interessados. Ainda não se sabe quando será aberto um novo chamado.

Vale lembrar que a empresa vencedora da licitação poderá realizar novos investimentos, com o intuito de tornar o Martins Pereira atrativo do ponto de vista de negócios, explorando comercialmente o estacionamento, as lanchonetes, restaurantes, os pontos móveis de vendas de alimentos, além de lojas.
Caberá também ao concessionário escolhido definir o uso, garantindo a utilização pela Prefeitura de São José dos Campos e das equipes profissionais da cidade.
Foi estimada uma receita bruta crescente anual que poderá alcançar R$ 5,8 milhões a partir do quinto ano de operação, através da exploração econômica do estádio multiuso, mediante locações para jogos de esporte, shows, academia, publicidade, restaurante, eventos próprios, dentre outros.
Gramado do Martins Pereira
O gramado do estádio joseense vem sofrendo com o excesso de jogos nesta temporada 2023. Além de receber os confrontos da Águia do Vale na Série A-3, o Martins Pereira está sediando os jogos do Atlético Joseense na Bezinha, do São José Feminino na Série A-2 do Brasileirão e das categorias de base do São José e do Atlético Joseense.
A instalação de grama sintética, do mesmo modelo utilizado no Allianz Parque, em São Paulo, pode ser uma alternativa para fugir desse desgaste. Porém, para Bruno Casarini essa medida precisa ser estudada, caso o Grupo Oscar Calçados assuma a administração do estádio Martins Pereira.
“Nós teríamos que avaliar as possibilidades que o estádio gera. Existem campos com grama sintética bons e ruins, e por conta disso, precisa ser feito uma análise bem criteriosa em relação a isso e ver qual será o retorno. Tudo isso vem como segundo plano. Em primeiro momento, precisamos entender quais seriam as fontes de receita do Martins Pereira”.

O Martins Pereira está localizado no Jardim Paulista, região central da cidade, próximo ao traçado da Linha Verde. Ao todo, o local possui uma área de 49 mil metros quadrados e capacidade para receber mais de 12.000 torcedores.