35 mulheres são agredidas física ou verbalmente por minuto no Brasil

35 mulheres são agredidas física ou verbalmente por minuto no Brasil
(Foto: Pixabay) 35 mulheres 35 mulheres

Pesquisa realizada com 1.042 mulheres pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Datafolha entre os dias 9 e 13 de janeiro deste ano revela que 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no nosso país ao longo do ano passado.

Em relação à última pesquisa, que foi feita entre abril de 2020 e março de 2021, o crescimento foi de 4,5 pontos percentuais, o que mostra que a violência contra a mulher aumentou em território nacional.

Ao todo, são 18 milhões e 600 mil mulheres que foram vítimas de algum tipo de violência ou agressão entre janeiro e dezembro de 2022. Ofensas verbais são o tipo de violência mais comum. Perseguição e Chutes e socos aparecem na sequência.

65 em cada 100 vítimas são mulheres pretas. 29% são brancas. Mais da metade das mulheres que sofre algum tipo de agressão têm entre 16 e 34 anos de idade.

Segundo os pesquisadores, não há uma causa única para o aumento da violência contra a mulher no Brasil, mas 3 principais fatores ajudam a explicar por quê as mulheres têm sido vítimas da fúria alheia: a falta de recursos para as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher nos últimos anos, a pandemia de covid-19, que prejudicou o funcionamento de serviços de acolhimento às vítimas e a intensificação da ação política de movimentos ultraconservadores última década – combatendo, entre outros temas, a igualdade de gênero, esse ultraconservadorismo acaba dando suporte a comportamentos e atitudes machistas de violência contra pessoas do gênero feminino.

*Rádio 2

Saiba mais

Polícia de Campos do Jordão prende suspeito de abusar sexualmente de crianças

Polícia Civil de Campos do Jordão após investigações prendeu temporariamente um suspeito de abusar sexualmente de ao menos três crianças, nesta sexta-feira (3).

Segundo a investigação, o suspeito, que é proprietário de um ponto comercial, e se aproveitava para ficar próximo ao local de movimento escolar e oferecer doces para a crianças, visando abusa-las.

As vítimas identificadas possuíam 10, 11 e 13 anos, mas a polícia acredita que existam outras. O Delegado responsável pela investigação, Dr. Luís Geraldo Ferreira Junior, afirmou que “é preciso conversar com as crianças, passar segurança para que estas contem aos responsáveis tudo o que acontece na rua, algumas crianças nem ao menos percebem que estão sendo vítimas de assédio”.