
Pesquisa realizada com 1.042 mulheres pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Datafolha entre os dias 9 e 13 de janeiro deste ano revela que 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no nosso país ao longo do ano passado.
Em relação à última pesquisa, que foi feita entre abril de 2020 e março de 2021, o crescimento foi de 4,5 pontos percentuais, o que mostra que a violência contra a mulher aumentou em território nacional.
Ao todo, são 18 milhões e 600 mil mulheres que foram vítimas de algum tipo de violência ou agressão entre janeiro e dezembro de 2022. Ofensas verbais são o tipo de violência mais comum. Perseguição e Chutes e socos aparecem na sequência.
65 em cada 100 vítimas são mulheres pretas. 29% são brancas. Mais da metade das mulheres que sofre algum tipo de agressão têm entre 16 e 34 anos de idade.
Segundo os pesquisadores, não há uma causa única para o aumento da violência contra a mulher no Brasil, mas 3 principais fatores ajudam a explicar por quê as mulheres têm sido vítimas da fúria alheia: a falta de recursos para as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher nos últimos anos, a pandemia de covid-19, que prejudicou o funcionamento de serviços de acolhimento às vítimas e a intensificação da ação política de movimentos ultraconservadores última década – combatendo, entre outros temas, a igualdade de gênero, esse ultraconservadorismo acaba dando suporte a comportamentos e atitudes machistas de violência contra pessoas do gênero feminino.
*Rádio 2
Saiba mais
Polícia de Campos do Jordão prende suspeito de abusar sexualmente de crianças
A Polícia Civil de Campos do Jordão após investigações prendeu temporariamente um suspeito de abusar sexualmente de ao menos três crianças, nesta sexta-feira (3).
Segundo a investigação, o suspeito, que é proprietário de um ponto comercial, e se aproveitava para ficar próximo ao local de movimento escolar e oferecer doces para a crianças, visando abusa-las.
As vítimas identificadas possuíam 10, 11 e 13 anos, mas a polícia acredita que existam outras. O Delegado responsável pela investigação, Dr. Luís Geraldo Ferreira Junior, afirmou que “é preciso conversar com as crianças, passar segurança para que estas contem aos responsáveis tudo o que acontece na rua, algumas crianças nem ao menos percebem que estão sendo vítimas de assédio”.