
A divulgação de um relatório sobre abusos sexuais caiu como uma bomba na comunidade católica. O epicentro foi a Igreja Católica em Portugal, mas a notícia rodou o mundo.
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Em janeiro de 2022, uma comissão independente foi formada para investigar supostos casos de abusos sexuais na Igreja Católica de Portugal e um relatório com as conclusões dos trabalhos foi divulgado nesta segunda-feira.
O grupo apurou ocorrências datadas de 1950 a 2022. Eles validaram 512 testemunhos, comprovando, no mínimo, 4.815 vítimas menores de idade nesse período.
77% dos abusadores são padres – a maioria, portanto – e, em mais de metade dos casos, os abusos contra crianças e adolescentes ocorreram mais do que uma vez – o que, inclusive, segundo a comissão, impede que seja o número total de crimes seja definido.
Os outros abusadores dos casos citados no relatório, apesar de não serem padres, tinham algum tipo de ligação com a Igreja.
Entre outros detalhes, os trabalhos da comissão também mostraram uma maior quantidade de vítimas do sexo masculino.
A maioria dos abusos aconteceu quando as vítimas tinham idades entre 10 e 14 anos e o pico desse crime cometido contra menores de 18 anos na Igreja Católica de Portugal, ainda segundo o documento, aconteceu entre 1960 e 1990 — 6 em cada 10 casos ocorreram nas décadas de 60, 70 e 80.
Seminários, igrejas, confessionários, casas paroquiais e escolas católicas foram os 5 ambientes onde os casos de abusos mais ocorreram.
Após a divulgação do relatório, a Conferência Episcopal Portuguesa pediu perdão às vítimas e disse que essa é uma ferida aberta que nos “dói e envergonha”. E garantiu também que a Igreja Católica não tolera “abusos nem abusadores”
*Rádio 2