
A Akaer é uma das maiores empresas brasileiras no desenvolvimento de projetos aeronáuticos e conta com mais de 600 funcionários. Fundada em 1992, a empresa é especializada no fornecimento de soluções tecnológicas. E para explicar as inovações e o futuro da empresa, o Diretor de pesquisa e desenvolvimento, Joselito Henriques, esteve no CBN Vale 1ª Edição, desta segunda-feira (6).
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Nesse início de 2023, a Akaer foi a vencedora nas duas linhas temáticas da Seleção Pública MCTI/FINEP/FNDCT nº 13/2022, referente ao projeto “Plataformas Demonstradoras de Novas Tecnologias Aeronáuticas”. O resultado foi publicado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), no dia 19 de janeiro.
Na Linha Temática I, denominada “Aeronave demonstradora de tecnologias com foco no transporte de passageiros”, a Akaer, por meio de sua unidade de negócios Equatorial Sistemas, é uma das coexecutoras do projeto, sendo a Embraer a vencedora do certame.
Nós ganhamos dois editais em um deles é para uma aeronave remotamente pilotada, que será para testar a parte de autonomia e também com propulsão híbrida (elétrica ou propulsão). Então este é um dos nossos projetos, neste nós vamos trabalhar com um desenvolvimento de uma aeronave que praticamente faz uma decolagem na vertical com 4 hélices, e na parte horizontal a gente utiliza uma hélice para propulsão desta aeronave. Para parte vertical a gente deve usar baterias elétricas e horizontal com sistema híbrido, para dar uma maior autonomia. Obviamente durante o voo, como é uma aeronave que tem asas, em determinado momento ela entra em um regime que na qual a gente pode até mesmo parar as hélices. afirma Joselito.
Já na linha temática II, chamada “Aeronave demonstradora de tecnologias remotamente pilotada e com peso máximo de decolagem maior que 150 kg”, a Akaer foi classificada em primeiro lugar, sendo a líder e principal executora do projeto, comprovando mais uma vez a competência e dedicação de todos os profissionais envolvidos.
Nesse edital essa aeronave não é para transporte de passageiros, é uma aeronave que tem que levantar voo com 150 kg. Pode ser de uso civil ou militar, mas, principalmente transporte de cargas, então esse é o conceito em torno da aeronave. Além da questão elétrica, da questão hibrida, nós devemos utilizar células de combustível a hidrogênio então isso é uma nova tecnologia. Comunicações por GPS, mas também via satélite, além de usar tecnologia para veículos autônomos. Para que ele consiga identificar principalmente através de imagem, o pouso e a decolagem. Então são algumas tecnologias que nós iremos utilizar, testar, para amadurecer e poder implementar isso e aplicar em outros conceitos.
O Diretor de Pesquisas e Desenvolvimento da Akaer também informou sobre os investimentos nesta tecnologia.
Neste edital (linha temática I) a Embraer é a empresa principal que esta liderando está chamada nós entramos em conjunto (Akaer) fomos convidados e nós temos um orgulho muito grande disso.
No caso do projeto da aeronave não tripulada, autônoma, estamos falando de um investimento de R$ 120 milhões e no caso do remotamente pilotado, R$ 10 milhões. Além dos aportes financeiros entre as empresas.
A Akaer foi peça importante e crucial no desenvolvimento da nova aeronave da Força Aérea Brasileira, o SAAB Gripen. Com equipes no Brasil (São José dos Campos) e na Suécia, engenheiros e funcionários da Akaer estiveram a frente no desenvolvimento de partes da fuselagem do caça.
Este é outro projeto extremamente importante, de alta tecnologia na qual a Akaer faz parte. Antes mesmo do Brasil ter escolhido os caças Gripen para ser o nosso novo avião de defesa. A Akaer começou isso em 2009 e temos a participação de engenheiros com mais de 750 mil horas de trabalho, desenvolvimento e engenharia brasileira aplicada no desenvolvimento do Gripen. São poucos os países no mundo que detém este tipo de know-how. O Brasil é líder nessa área (engenharia aeronáutica).

Assista a entrevista na íntegra com Joselito Henriques, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Akaer: