Padre Fausto Teixeira morre horas após celebrar missa em Taubaté

Pe. Fausto Teixeira morre horas após celebrar missa em Taubaté; ele veste roupa preta e óculos; cabelo branco
(Foto: Reprodução/Diocese de Taubaté) Pe. Fausto Teixeira morre horas após celebrar missa em Taubaté

O padre Fausto Teixeira Rezende, do Santuário Santa Terezinha, em Taubaté, morreu no domingo, horas depois de haver celebrado a missa das 6h30. De acordo com o santuário, o religioso passou mal e morreu por volta das 11h. Ele já teria sentido mal-estares durante a celebração da missa.

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Atuação

Querido pelos membros da paróquia, padre Fausto foi colaborador no Santuário Santa Terezinha desde a morte do Monsenhor Clemente. Ele atendia as confissões e celebrava todos os dias da semana e aos domingos no mesmo local.

Sepultamento do padre Fausto

O corpo do sacerdote foi velado no Santuário de Santa Teresinha até as 23h. Nesta segunda-feira, houve duas missas de corpo presente pela manhã, a última presidida por Dom Wilson Angotti e membros do Clero Diocesano de Taubaté.

Padre Fausto será sepultado no Cemitério da Venerável Ordem Terceira de Santa Clara, no jazigo do Clero Diocesano de Taubaté.

A Diocese também emitiu nota de pesar pela perda inesperada do clérigo.

https://www.facebook.com/diocesedetaubate/posts/pfbid037TLzmP4oDvBu5ntSLBTUDSyJNYBcCcQz82oabodMUUnWKtdRtssQfDJoErsYjURgl

Saiba mais

Desmonte da rede de proteção à mulher facilita aumento de feminicídio

Passados oito anos da promulgação da Lei 13.104, de 9 de março de 2015, conhecida como Lei do Feminicídio, o assassinato de mulheres em situação de violência doméstica e familiar ou em razão do menosprezo ou discriminação à sua condição aumentou no país. A lei alterou o Código Penal para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, além de incluí-lo no rol dos crimes hediondos.

O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) começou a compilar e divulgar os dados sobre o crime de feminicídio no estado em 2016 e mostra o crescimento dos casos nos últimos anos. Foram 78 em 2020, 85 em 2021 e saltou para 97 no ano passado, ainda sem computar os dados de dezembro. Há notícias de pelo menos mais três casos no último mês de 2022. Quanto às tentativas de feminicídio, foram 270, 264 e 265 em cada ano, respectivamente.

Apenas na favela da Rocinha, foram dois casos no dia 29 de dezembro e mais dois nos primeiros dias deste ano. Em todo o estado do Rio, houve pelo menos quatro casos nos primeiros dias de 2023, além de uma tentativa de feminicídio. A vítima está internada.

A coordenadora executiva da organização Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia), a advogada Leila Linhares Barsted, que também integra o Comitê de Peritas do mecanismo de segmento da convenção de Belém do Pará, da Organização dos Estados Americanos, para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher, explica que o feminicídio é um fenômeno social grave.

De acordo com ela, o crime foi intensificado pela pandemia de covid-19, quando vítimas e agressores passaram a conviver por mais tempo, bem como reflete o machismo estrutural e os altos índices de violência do país.

“O índice de violência, o incentivo às armas de fogo, esses discursos de ódio, né? Há uma misoginia e um machismo que estão cada vez mais fortes na sociedade brasileira. Ou seja, aquele machismo que se fazia um pouco mais discreto está nas páginas dos jornais, proferido por lideranças das instituições do Estado. Então é como se houvesse uma licença para que homens exercessem o machismo de uma forma mais grave contra as mulheres”.