Unitau cria núcleo do Projeto Rondon focado no Vale do Paraíba

alunos da unitau que participaram do projeto rondon vestem camisas amarelas e seguram cartaz de papel que diz "primeiros socorros"
(Foto: Reprodução/Unitau)Universidade cria núcleo do Projeto Rondon focado no Vale do Paraíba)

A Unitau (Universidade de Taubaté) inicia, neste ano, o planejamento para implantar ações regionais de extensão nos moldes do Projeto Rondon, do Governo Federal. A criação do Núcleo Rondon da Universidade de Taubaté (NR/Unitau) foi aprovada em dezembro passado pelo Consuni (pelo Conselho Universitário).

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Caberá ao núcleo regional buscar parcerias com municípios interessados para desenvolver projetos voltados à melhoria da qualidade de vida das comunidades e à formação de lideranças comunitárias.

“Essa é mais uma oportunidade que a Unitau proporciona para que nossos alunos se integrem aos territórios vizinhos para conhecer a realidade regional e para que sejam profissionais com uma formação sólida, ao lado do ensino e da pesquisa. O Rondon é um projeto tradicional. Temos professores que estão se aposentando e foram rondonistas. Essa experiência só tem a reforçar o compromisso da Universidade com as transformações das quais a sociedade tanto precisa”, afirmou a Pró-reitora de Extensão, Profa. Dra. Letícia Maria Pinto da Costa.

Segundo a Profa. Dra. Amanda Romão de Paiva, que integra o grupo responsável pelo planejamento do NR/Unitau, a ideia é lançar, ainda neste mês, um edital para que professores interessados submetam projetos de cunho extensionista.

“Os professores escrevem a proposta e enviam para a gente. Na sequência, faremos a seleção dos projetos e dos alunos que deverão participar. Isso deve acontecer no primeiro semestre. E, no segundo semestre, teremos o treinamento das equipes. A ideia é ficar quatro dias na cidade, desenvolvendo atividades para a comunidade e para as lideranças comunitárias”, explicou.

“Podemos enviar para o projeto Rondon pedidos de auxílio nas cidades, como a emissão de kits rondonistas e alojamento em quartéis. Também é interessante que a gente tenha uma outra universidade junto para fazer uma parceria”, acrescentou a professora.

Entre os alunos, a expectativa é a de que as ações regionalizadas colaborarem com a formação acadêmica e com o desenvolvimento regional.

“Acredito que um Rondon Regional será importante para esse conhecimento coletivo, permitindo a formação pessoal dos alunos participantes, pois conhecer a cultura do entorno de cada região será uma grande oportunidade que vai enriquecer, qualificar os conhecimentos e isso gera resultados positivos para a atuação desses futuros profissionais”, destacou Camila Cristina Santos Afonso, estudante rondonista do 8º período de Ciências Biológicas da Unitau.

Origens

A história do Projeto Rondon teve origem em 1967, no atual Estado de Rondônia. A missão contou com a participação de 30 alunos e professores da Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro, da Universidade Federal Fluminense e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Naquela operação, os rondonistas levantaram necessidades locais, de pesquisa e de assistência médica durante 28 dias. No ano seguinte, foi criado o Grupo de Trabalho Projeto Rondon, subordinado ao então Ministério do Interior, efetivando a criação do Projeto Rondon.

Na edição de 2022, a Unitau enviou equipes de alunos e professores às cidades de Grão Mogol (MG) e Calçoene (AP). Em 2023, a instituição deve submeter duas propostas no edital de chamamento para operações em Rondônia e na região do Pantanal.