
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou na manhã desta sexta-feira (9), os primeiros nomes que irão comandar alguns dos principais ministérios a partir de janeiro de 2023. O anúncio foi realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, em entrevista coletiva.
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Primeiros Ministros anunciados:
Defesa: José Múcio Monteiro, ex-ministro do TCU
Relações Exteriores: Mauro Vieira, embaixador e ex-ministro
Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino (PSB), senador eleito
Casa Civil: Rui Costa (PT), governador da Bahia
Fazenda: Fernando Haddad (PT), ex-ministro
Antes do anúncio de Lula, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB) fez um balanço da transição, e que na próxima semana, a equipe deverá entregar a Lula sugestões de revogações de atos governamentais atualmente em vigor no país.
Em seu discurso, Lula fez questão de agradecer os parlamentares que votaram a PEC do Orçamento, que para ele, é um importante instrumento para ser utilizado em programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida, que volta a ter o nome original, além do Bolsa Família.
Fim da desinformação
Lula prometeu que a Lei de Acesso à Informações voltará a funcionar em seu governo, o que ele chamou de “indústria da boa informação”, em resposta à “indústria da desinformação”, montada no governo do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
PEC do Orçamento
Lula afirmou que a PEC da transição não deverá enfrentar problemas para ser aprovada na Câmara dos Deputados, como tem sido cogitado nos bastidores de Brasília, projeto esse que foi aprovado no Senado com folga de votos.
O Plenário do Senado aprovou, por 64 votos contra 16, em dois turnos na quarta-feira (7), que retira do teto de gastos R$ 145 bilhões para o pagamento do Bolsa Família, com adicional de R$ 150 por criança de até seis anos. A proposta também exclui R$ 23 bilhões de arrecadação extra para investimentos e R$ 26 bilhões de dinheiro não sacado do PIS/Pasep.
Lula citou ainda que deverá manter uma boa relação de trabalho com o presidente da Câmara Arthur Lira (PP) e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), até mesmo para a discussão sobre o chamado orçamento.
O presidente eleito disse que não tem poder de decidir sobre quando o Supremo Tribunal Federal votará a constitucionalidade desse orçamento, mas deixou claro que as emendas orçamentárias dos parlamentares são importantes, o que, segundo ele, “só não pode ser é secreta”.
Futuros Ministros
Até domingo (11), segundo Lula, novos nomes devem ser definidos para a composição de seu ministério, porém a formação completa, acontecerá apenas após a diplomação que acontece na próxima segunda-feira (12).