
Flordelis (PSD-RJ), ex-deputada e cantora gospel, foi condenada a 50 anos e 28 dias de prisão pela morte do ex-companheiro, pastor Anderson do Carmo. A cantora respondia por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, além de uso de documento falso e associação criminosa.
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O crime aconteceu em 2019, quando Anderson do Carmo foi executado a tiros em junho daquele ano, em Niterói, no Rio de Janeiro. Flordelis foi denunciada como mandante do assassinato do marido.
Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica de Flordelis, também foi condenada à 31 anos, 4 meses e 21 dias. Já os filhos afetivos da ex-deputada, Marzy Teixeira da Silva, André Luiz de Oliveira e a neta Rayane dos Santos Oliveira foram absolvidos de todos os crimes. Ao todo o julgamento teve seis dias de duração.
Segundo a defesa de Flordelis, eles irão recorrer após a condenação.
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Julgamento de Flordelis ouve última testemunha
O julgamento da ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza, apontada como mandante da morte do marido, pastor Anderson do Carmo, entra na reta final neste fim de semana. Na noite desta sexta-feira (11), a última testemunha começou a ser ouvida.
É o 24º depoimento colhido desde segunda-feira (7): 13 foram indicações da acusação e 11 das defesas dos réus. A previsão inicial era de que 30 testemunhas seriam ouvidas, mas algumas foram posteriormente dispensadas. Amanhã (12), devem se iniciar os interrogatórios individuais de cada um dos cinco réus.
Flordelis e mais quatro suspeitos de envolvimento no caso são julgados pelo Tribunal de Júri de Niterói, conforme decisão tomada em setembro do ano passado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Apenas crimes dolosos contra a vida podem ser submetidos ao Tribunal de Júri, que é composto por sete indivíduos selecionados mediante sorteio entre cidadãos previamente alistados e sob juramento.
Cantora gospel e pastora em seu próprio ministério, Flordelis se elegeu deputada federal em 2019 pelo Partido Social Democrático (PSD) com grande apoio dos fiéis. Ela foi a mulher mais votada no estado do Rio de Janeiro. Após a conclusão da investigações em torno da morte de Anderson, ela teve seu mandato cassado.