
José Joaquim do Nascimento, colunista do CBN Economia, analisa o cenário econômico atual, envolvendo uma paralisação de caminhoneiros iniciada um dia após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, que levou o PT (Partido dos Trabalhadores), novamente a assumir a presidência da república, superando o seu adversário, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Em sua explicação, Nascimento relembra outra manifestação parecida, que ocorreu no Brasil há cerca de quatro anos, mas que possuía pautas totalmente diferentes das que são defendidas pelos manifestantes que hoje travam o trânsito de diversas rodovias pelo país. Confira o podcast e as explicações do colunista, que foram ao ar nesta quarta-feira (2), no Jornal CBN Vale 1ª Edição.
O Brasil é um país que se movimenta pelas rodovias. Pessoas e mercadorias usam as estradas e toda logística de transportes, que passam estar no centro de uma ameaça à segurança nacional. A situação do transporte nos últimos dias parou a economia. Não podemos esquecer que já passamos por este momento há pouco mais de 4 anos atrás.
A manifestação de 2018, considerada a maior da história da categoria, começou no dia 21 de maio e durou 10 dias. A greve se deu por causa do aumento do óleo diesel. A alta do combustível estava associada ao aumento do dólar e do petróleo no mercado internacional.
Atualmente, a greve se dá por atos antidemocráticos de parcela da população que não aceita a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Portanto, um motivo puramente político-ideológico que mais se assemelha às formas subversivas que atentam à lei e ordem estabelecida na Constituição Federal.
As paralisações iniciadas esta semana pelos atos antidemocráticos, poderão gerar efeitos danosos ao abastecimento de empresas industriais e comerciais e assim deflagrar uma onda de aumentos de preços pouco desejados para este fim de ano, porque irá gerar desabastecimentos de recursos e produtos acabados.
Mais uma vez a logística de transportes mostra que pode barrar a liberdade de circulação de pessoas e mercadorias e colocar em cheque a segurança nacional, à medida que pode sinalizar uma escala de violência por parte dos eleitores fanáticos da ultradireita brasileira.