Candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin cumpre agenda de campanha em Pinda

Geraldo Alckimin cumpre agenda de campanha em Pinda
(Foto: CBN Vale/ Leo Poli) Alckmin cumpre agenda

O ex-governador e candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), esteve na manhã deste sábado (22), em uma casa de shows, na cidade de Pindamonhanga, sua cidade natal. O encontro faz parte da agenda de campanha da chapa Lula-Alckmin, que disputa o segundo turno das eleições no próximo dia 30.

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Em entrevista à CBN Vale, Geraldo afirmou que é uma alegria retornar ao seu berço político.

“Olha, é uma Alegria[…]. [Estar] Hoje em Pindamonhangaba, onde nasci, fui prefeito, reunimos aqui os amigos, amigas, lideranças de Pinda e de toda a região aqui do Vale do Paraíba, da Serra e do litoral.”

Quanto ao andamento da campanha, sobretudo neste segundo turno, Alckmin destacou que Lula está ‘indo bem’ e criticou os cortes nos investimentos nos programas habitacionais.

“[A campanha] Tá caminhando bem, com respeito, com humildade nós estamos levando nossa mensagem [que] o Brasil pode ir melhor na economia, crescer mais, sem inflação, as pessoas podem ter acesso à moradia, porque praticamente acabou o programa ‘minha casa minha vida’ e isso gera muito emprego na construção civil. Por falta de moradia, o aluguel está indo para 16% de reajuste[…]. Como é que pode 71% dos aposentados e pensionistas do INSS ganham um salário […], às vezes não tem casa própria, e ter que viver com R$ 1.212,00.”

O ex-governador falou sobre suas visitas à região durante a campanha eleitoral e os apoios conquistados neste segundo turno.

“Estive aqui no vale do Paraíba, em São José dos Campos, Taubaté, Queluz, Guaratinguetá, Pindamonhangaba, estivemos em várias cidades, não dá para ir a todas, então as outras lideranças agora se multiplicam e vão levando a mensagem para os eleitores.”

(Foto: @gabriel_chalita/Twitter)

Alckmin também foi questionado sobre o desempenho de Lula e de Bolsonaro nas urnas no primeiro turno e destacou quais serão as prioridades em um eventual governo Lula-Alckmin.

“Nós respeitamos quem pensa diferente, a política é isso mesmo, é diversidade de opiniões, isso é próprio da democracia. O que nós não concordamos é com ódio, com a violência. Nós precisamos fortalecer a democracia. Não concordamos com o aumento do número dos membros do supremo. O judiciário não é para ser amiguinho, nem antipático ou simpático a governante. Ele existe para defender a sociedade e, às vezes até contra as ações do governo em detrimento das pessoas.”

Geraldo falou sobre o cenário econômico atual e quais os planos para a recuperação da economia nacional.

 “Por que que a população empobreceu, houve uma perda de renda? E por que que o aposentado está passando tanta dificuldade e nós estamos por 32 milhões de pessoas passando fome, não conseguem ter 3 refeições corretas por dia? Porque o máximo que o trabalhador consegue, mesmo quando está empregado é o INPC ou o IPCA, é 8%. Só que a inflação de comida chegou a 30%. Aí a pessoa vai no supermercado, não consegue [e] acaba se endividando. Então você tem 70 milhões de pessoas endividadas. Então nós lançamos o ‘desenrola’, que é pra ajudar as pessoas a saírem dessa situação e recuperarem o seu crédito.”

Geraldo Alckmin encerrou sua entrevista deixando um recado aos eleitores da RMVale, destacando seus feitos enquanto governador do estado.

“É com humildade que nós queremos pedir o voto. A gente quando sai candidato, pede uma chance para servir.

 Aqui em Pindamonhangaba, nós fizemos duplicação da Manoel Ribeiro, duplicação da Av. Nossa Senhora do Bonsucesso, recuperação da Caio Figueiredo, que vai para Campos Jordão, Piracuama, duplicação do trecho inicial que vai pra Taubaté, FATEC, ETEC, saneamento, dinheiro para a Santa, para o pronto-socorro, para o centro de especialidades, a delegacia de polícia nova em Moreira César, infraestrutura urbana, 1.840 apartamentos para quem não tinha casa…”

(Foto: CBN Vale/Leo Poli)

Visita a Pinda Alckmin cumpre agenda

Além de contar com a presença de apoiadores, estiveram também presentes no evento os vereadores de SJC, Amélia Naomi (PT) e Dr. José Cláudio (PSDB), o ex-vereador Wagner Balieiro (PT), o ex-prefeito Carlinhos Almeida (PT), e a ex-vereadora de Taubaté, Loreny (Solidariedade).

Também compareceram ao local, o prefeito de Guaratinguetá, Marcus Soliva (PSC), vereadores de Pinda, Cachoeira Paulista e Campos do Jordão, o ex-deputado Federal Gabriel Chalita (PDT), ex-prefeitos e ex-vice prefeitos da região, e líderes de sindicatos de Pinda, Taubaté e SJC.

A busca pelos votos

No encontro, Alckmin destacou que a decisão desse segundo turno está nas mãos dos eleitores de Ciro Gomes, Simone Tebet e dos eleitores que não compareceram às urnas em 02 de outubro.

“Eu acho que esses oito dias que nós temos pela frente, é conversar com as pessoas. Quem vai decidir a eleição é quem não votou no primeiro turno na gente. Tem que conversar com o eleitor da Simone, o eleitor do Ciro, o eleitor que não votou… Conversar com eles e explicar: olha, o que que é melhor para o Brasil?”

Geraldo também defendeu em seu discurso a autonomia dos poderes e a democracia.

“A democracia é o equilíbrio dos poderes. Os poderes devem ser independentes e harmônicos, […] não é poder absoluto, o cara mandar em tudo. O judiciário existe para coibir excessos do governo contra o povo, proteger as pessoas, para um equilíbrio na distribuição do poder, para que se preserve essa Liberdade de escolha.”

Sobre o apoio de Simone Tebet à candidatura de Lula, Alckmin afirmou que foram incluídas as propostas da senadora para zerar a fila de espera de alunos ingressantes na educação infantil e a criação da Poupança Jovem.

“Vamos zerar a falta de vagas na EMEI para crianças de 4 e 5 anos. Faltam 300 mil vagas no Brasil. Nenhuma criança vai deixar de ter escola. É o momento mais importante a primeira infância, de zero a 5 anos de idade, quando você tem a plasticidade neuronal. Ela vai entrar no primeiro ano alfabetizada”.

“Ela [Simone] pediu para incluir a poupança jovem. 35% dos jovens, quando entram no sexto ano do ensino fundamental não se formam no terceiro ano do ensino médio. […] Você põe lá um dinheirinho para todos os meninos e meninas no sexto ano e vai depositando. Quando ele se formar no terceiro ano, ele pode levantar aquela poupança. Então estimula todo mundo a terminar o ensino médio.”

Geraldo criticou os cortes no programa Farmácia Popular, no investimento na merenda escolar, a desvalorização do salário mínimo e o orçamento secreto.

“Não é possível você ter um governo que tem 19 Bilhões para emenda secreta, mas corta a farmácia popular, que é o remédio para quem tem doença crônica. Corta o dinheiro da merenda, 36 centavos por aluno. Inflação de comida é mais de 40%”.

Em outro momento, Alckmin falou sobre o desenvolvimento econômico e sustentável do Brasil

“O Brasil virou pária Internacional pelo desmatamento absurdo que está acontecendo. 1 hectare de mata desmatado e queimado emite 150 toneladas de carbono. Nós temos tecnologia, precisamos ter uma agenda de competitividade, começando pela reforma tributária e com menor emissão. Nós podemos sair de ser pária do mundo para ser um exemplo de desenvolvimento sustentável para o mundo.”

Após o encontro, Geraldo Alckmin acompanhado de Gabriel Chalita e sua comitiva, seguiram para Resende (RJ), para mais um ato de campanha.

*Informações: Repórter Léo Poli

 

 

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