
A Patrulha Maria da Penha, ação da Prefeitura de São José dos Campos em parceria com a GCM – Guarda Civil Municipal – está promovendo uma série de palestras de conscientização sobre violência doméstica e familiar. As conversas acontecem em bibliotecas públicas do município.
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O intuito da iniciativa é explicar o que é violência doméstica. Além das agressões físicas, também há o abuso psicológico, verbal, patrimonial e social.
Também são divulgadas informações sobre o trabalho da Patrulha Maria da Penha, responsável por monitorar as medidas protetivas através de visitas periódicas às residências afetadas. Além das rondas constantes pela cidade, a patrulha também reprime flagrantes de atos de violência. Atualmente, 68 mulheres são atendidas pelo serviço.
Desde sua criação em 2019, a Patrulha Maria da Penha atendeu 371 ocorrências e prendeu 72 agressores.
Confira a programação:
Dia 17 (segunda-feira), das 14h às 16h, na Biblioteca Pública Cassiano Ricardo (centro
Dia 21 (sexta-feira), das 14h às 16h, na Biblioteca Pública Hélio Pinto Ferreira (Jardim das Indústrias)
Dia 25 (terça-feira), das 14h às 16h, na Biblioteca Pública Jansen Filho (Campo dos Alemães)
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Aumento dos casos de feminicídio no Vale do Paraíba alarma especialistas
Na última terça-feira (4) a Rádio CBN Vale promoveu um bate-papo sobre o aumento dos casos de feminicídio no Vale do Paraíba. Para a conversa, recebemos a Dra. Luciana Borsoi, advogada e coordenadora do Núcleo de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comissão da Mulher Advogada OAB/SJC e a Dra. Eleine Santos, especialista em direitos humanos contemporâneos no contexto brasileiro e pós graduanda em Direito Constitucional e Direito Penal/Processual Penal, pela Faculdade Unimais.
No Vale do Paraíba, os casos de feminicídio cresceram em 46% nos últimos três anos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Alarmantes, os dados revelam um problema estrutural da sociedade brasileira. Para Luciana Borsoi, “o Brasil é um país patriarcal, com histórico de violência contra as mulheres. Desde a colonização os corpos femininos são considerados propriedades do homem e do Estado. Nunca tivemos o direito de decidir sobre o nosso próprio corpo. O resultado disso a gente vê hoje, refletido na mentalidade das pessoas”.
A advogada ressalta que o diálogo sobre a violência contra a mulher é fundamental. Incômoda realidade, os altos números de feminicídio no Vale e no país – a cada sete horas uma mulher morre em território nacional, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública – são reflexo de uma linha de pensamento retrógrada: “o feminicídio é caracterizado quando a morte da mulher acontece única e exclusivamente pelo fato da vítima ser mulher. Não é necessário que o autor do crime tenha uma relação íntima de afeto, como nos casos de violência doméstica. É mulher? Está na condição de mulher? Então essa pessoa não merece viver”, lamentou Borsoi.