CBN Política Regional: Balanço das urnas

santinhos de eleições na calçada. Colunista Helcio Costa faz um balanço das urnas
(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil) balanço das urnas

Passadas as eleições, o momento agora é de fazer um balanço das urnas, e entender como ficou o cenário da política no Brasil. Esse foi o tema desta quinta-feira (6), do colunista Hélcio Costa, do quadro CBN Política Regional. Vale conferir!

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Lembra daquela música da Xuxa, feita em cima de uma brincadeira de criança? Uva, pera, maçã, salada mista; diz o que você quer, sem eu dar nenhuma pista. Ela começava assim: É esse? Não. É esse? Não. É esse? É!

Pois é, passado o primeiro turno das eleições, começa agora a fase das novas alianças, novos apoios e novos rompimentos, todo mundo de olho em um fôlego extra que leve à vitória no segundo turno. Claro, isso vale para as eleições de presidente (entre Lula e Bolsonaro) e para a briga no Estado (entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad).

Para deputado e senador, a disputa já acabou, com o Senado, a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa de São Paulo ganhando um perfil bem mais conservador. E com uma notícia ruim para a região: nossa bancada, que já era pequena, ficou menor. A lamentar, as derrotas de Eduardo Cury (federal) e Sérgio Victor (estadual), dois deputados bastante atuantes.

A festejar, os eleitos –Milton Vieira (federal), Letícia Aguiar e Doutor Elton (estaduais). Fica aqui meus parabéns. Voltando às disputas em aberto, a briga em São Paulo começa com Tarcísio como favorito, mostrando o acerto da estratégica criada por Gilberto Kassak para Felicio Ramuth, candidato a vice de Tarcísio –na esteira da sua migração para o PSD.

Tarcísio virou o primeiro turno à frente de Haddad, obteve apoios expressivos (ontem, 24 prefeitos da região anunciaram adesão à sua chapa) e caminha para ser decisivo na disputa nacional, dando vantagem a Bolsonaro no Estado. Nessa guerra de apoios, cada um pede ou espera uma coisa, como na música da Xuxa: uva, pera, maçã, salada mista. Os prefeitos da região esperam acesso direto ao Palácio dos Bandeirantes, com Felício, um aliado, de vice.

Rodrigo Garcia, derrotado em primeiro turno, espera sobrevida política ao entregar de bandeja o PSDB a Bolsonaro (aliás, levou, de quebra, uma esnobada de Tarcísio; ficou feio). PSDB, aliás, transformado em sigla periférica pelas urnas. No campo nacional, Ciro Gomes, PDT, Simone Tebet e o MDB esperam espaço em um futuro governo Lula, embora a gangorra das urnas tenha sorrido para um lado (Simone) e derretido o outro (Ciro).

É isso, esse é um resumo rápido, até agora, das eleições mais importantes da história do Brasil. Teremos dias eletrizantes até 30 de outubro, o Dia D. Como eu digo sempre, tédio a gente não morre.

E, como comecei falando em música, termino musical: espero que, no final de tudo, as eleições não terminem deixando o país como na música de Raul Seixas. Pluct-plact-zum, não foi pra lugar nenhum. Boa viagem …

Ouça o podcast completo com Hélcio Costa: