
O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), confirmou à Rádio CBN Vale, nesta terça-feira (20), que os valores do cachê da cantora Maria Gadú, estão retidos. O valor que seria pago à artista foi obtido através de recursos federais da LIF – Lei de Incentivo Fiscal.
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Na noite do último sábado (17), Maria Gadú, que foi a atração principal na FLIM (Feira Literomusical), exibiu uma toalha estampada com o rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com os dizeres “Meu voto é secreto”, em clara manifestação política. Lula, que é candidato à presidência da república, lidera as pesquisas de intenções de voto para as eleições deste ano.
Para o prefeito, o caso ocorrido não se enquadraria em liberdade de expressão, mas sim, manifestação política que possui vedação legal por leis eleitorais, ainda mais por ter ocorrido em espaço público e com financiamento público. Com isso, a prefeitura já encaminhou à AFAC (Associação para o Fomento da Arte e da Cultura), solicitação de esclarecimentos e cancelamento de qualquer valor a ser pago à cantora.
Segundo o prefeito, os cachês pagos pela LIF, costumam ter a antecipação de 50% do valor para os artistas, e mais 50% após os eventos. No caso de Maria Gadú, o adiantamento de metade do valor do cachê nem chegou a ser feito, e por isso os pagamentos estão retidos.
Ainda, segundo Anderson, para ter o valor do cachê pago, Maria Gadú deverá entrar com ação na justiça e provar que não manifestou apoio político a um candidato à presidência da república, em evento financiado com dinheiro público.
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