
No quadro CBN Economia, desta quarta-feira (14), o colunista José Joaquim do Nascimento, falou no programa CBN Vale 1ª Edição, sobre a política de juros alto do Bacen (Banco Central do Brasil).
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A política de juros alto adotada pelo Bacen do Brasil está fora de sintonia e até mesmos os boletins comprovam isto. Mesmo depois de atingir 13,75%, o COPOM (comitê de Política Monetária do Banco Central) sinaliza que ainda poderemos ter leve alta dos juros na próxima reunião deste mês de setembro, podendo chegar a 14% ao ano, mesmo não sendo ela a responsável pela queda da inflação.
Mas os juros altos criaram destempero para o consumo e foi o responsável pela queda dos preços? Claro que não!
A efetividade da política de juros alto para controle da inflação está por vir, pois ela não tem destemperado o gosto dos investidores por riscos, assim como da inflação dos alimentos, por serem guiados pela mão invisível do mercado internacional.
Banco Central
Será que devemos considerar que, são críveis, as sinalizações e projeções do Bacen e, portanto, esperar que a política de juros alto possa aleijar o País? Ou podemos esperar mais resiliência dos investidores e mais audácia do próximo governo na definição de rumo da economia?
A política de juros altos não tem gerado efeito bondosos ao seu tempo, pelo menos até o momento. Os analistas de mercado sinalizam que ela será a vilã de um PIB (Produto Interno Bruto) raquítico em 2023, que esperam ser em torno de 0,50% para o ano.
Vem cá! Os promotores desta política de juros altos estão criando o ilusionismo econômico? Ela precisa ser pura retórica, ou seja, uma arte para os tecnocratas para algo que eles sabem, que para economia real do País, efetivamente, não vem funcionando para o qual é criado.