
O Papa Francisco assinou, na manhã desta sexta-feira (5), o decreto que proclama como Venerável o Padre Vítor Coelho de Almeida. A assinatura aconteceu durante uma audiência concedida ao prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro. Na prática, o reconhecimento representa mais um passo para a Beatificação do sacerdote, considerado “Apóstolo de Aparecida”.
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A próxima etapa do processo que reconhece a santidade do religioso é a beatificação. Para isso, é necessário o reconhecimento de um milagre. A partir daí, ele poderá ser venerado por um grupo particular ou mesmo por determinada região.
Após a beatificação, ainda será necessário o estudo e reconhecimento de outro milagre para a canonização, ato que reconhece formalmente a santidade do sacerdote. Somente a partir daí, a Igreja permite a veneração pública e universal do santo.
O decreto assinado na manhã de hoje marca mais uma etapa no processo canônico de beatificação do padre Vitor Coelho, iniciado formalmente em 12 de outubro de 1998, pelos Missionários Redentoristas e a Arquidiocese de Aparecida. Nesta fase, foram entrevistadas diversas pessoas que conviveram com o religioso.
Em 2006, documentos e detalhado inquérito sobre a vida e obra do sacerdote foram encaminhados à Congregação para a Causa dos Santos, em Roma, para análise. Na sede da Igreja Católica, a vasta documentação foi estudada. Foi a partir dela que o Papa Francisco pôde reconhecer as virtudes do religioso, concedendo a ele o título de Venerável.
História de Padre Vítor
Nascido em Sacramento (MG) em 22 de setembro de 1899, o religioso foi ordenado sacerdote na Congregação do Santíssimo Redentor em 1923. Dedicou os primeiros anos de seu sacerdócio à Catequese e pregação das Santas Missões e, ao mesmo tempo, tornou-se um grande animador vocacional, encaminhando diversos jovens ao Seminário.
De 1941 a 1948, foi internado no Sanatório Divina Providência, em Campos do Jordão (SP), quando foi atacado pela tuberculose. Mesmo acometido pela doença, exerceu forte apostolado entre os doentes.
Com a saúde recuperada, em 1948, padre Vitor foi transferido para Aparecida (SP), dedicando-se à acolhida aos romeiros que visitavam o Santuário e às visitas com a imagem de Nossa Senhora Aparecida em diversos lugares do Brasil. A partir de 1951, dedicou-se à Rádio Aparecida.
Em Aparecida, fundou o Clube dos Sócios, que contava com apoio dos leigos para construir a missão da evangelização e devoção à Nossa Senhora Aparecida.
Aos 87 anos, morreu em plena atividade apostólica, no dia 21 de julho de 1987. Foi levado ao hospital lúcido e consciente. Morreu rezando, antes de receber atendimento médico. Seu velório, exéquias e sepultamento foram realizados na Basílica Nova de Aparecida, onde recebeu a homenagem de milhares de fiéis e religiosos.
Está sepultado no Memorial Redentorista de Aparecida, localizado ao lado da Basílica Histórica. Diariamente, centenas de pessoas visitam seu túmulo, expressão da devoção ao sacerdote, que mesmo após 35 anos de sua morte, continua vivo no coração dos brasileiros.