
Nesta quarta-feira (27), o colunista do quadro CBN Economia, José Joaquim Nascimento, falou no programa CBN Vale 1ª Edição, sobre a recuperação da atividade econômica através da expansão de crédito.
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A expansão do crédito para pessoas físicas e jurídicas deve ser vista como a condição mais saudável para o crescimento econômico do Brasil. Graças ao crédito é que as pessoas conseguem consumir mais e as empresas produzirem mais, gerando mais empregos.
O saldo total de empréstimos vem crescendo há dois anos. Como porcentagem do produto interno bruto (PIB) ele atingiu 54% em dezembro de 2021, o que representou um aumento de 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação a dezembro de 2020. E em 2022, segundo a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) o saldo da carteira total de crédito neste ano deverá crescer 8,3% no total. O número consta da Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas.
Recuperação da atividade econômica
O crédito é fundamental para expansão das atividades econômicas e sua expansão será a melhor ferramenta para melhorar nossas condições. Mas com uma parcela de inadimplentes – aqueles que têm contas ou dívidas em atraso – chegando a 30% das famílias brasileiras agora no meio do ano, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (CNC), parece colocar em risco nossa esperança de crescimento do consumo e do investimento.
Este instrumento de política monetária não pode ser prejudicado pelas altas taxas de juros. Por isso, somente uma taxa de juros menor poderá melhorar este grande instrumento de expansão da atividade econômica que depende de uma política monetária expansionista, ou seja, de taxa de juros menores.
Abrir a carteira será nossa melhor opção no próximo semestre, assim como no próximo ano. Mas pra tanto, precisamos que o Governo seja mais prudente com a taxa de juros, para que não venhamos a ter mais consumidores sem pagar sua fatura do cartão de crédito, ampliando assim o nível de inadimplência e colocando em risco a possibilidade de recuperação da economia.